Business Intelligence no Varejo Supermercadista: Como Utilizar?

Em algum momento você, que trabalha no setor varejista, já deve ter ouvido falar de Business Intelligence, um conceito muito comum na rotina de empresas que estão preocupadas em alcançar resultados acima da curva.

É inegável que o cenário se encontra altamente competitivo. Durante a pandemia ficou mais claro que as empresas que aprenderam a trabalhar com dados e informações para desenvolver suas estratégias passaram a colher os resultados desse trabalho a curto, médio e longo prazo. 

Considerando que esta é uma estratégia adaptável a qualquer empresa, seja na produção, distribuição e comercialização de alimentos, vamos entrar em mais detalhes sobre como sua empresa também pode se destacar da concorrência utilizando dados.

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Mas afinal, o que é Business Intelligence (BI)?

Business Intelligence envolve a utilização de softwares e serviços para transformar dados brutos em informações que direcionam as decisões e negócios de uma organização. Essas ferramentas acessam e analisam conjuntos de dados e apresentam essas informações de forma analítica.

Permite que as empresas analisem os dados do passado e do presente para obter conclusões que contribuam para a melhoria em resultados e otimização de processos e decisões futuras. Assim, o varejo passa a ter uma base sólida de informação que guiará os próximos passos alinhados à sua estratégia.

Essas ferramentas podem ser materializadas em forma de relatórios, resumos, painéis de gestão, gráficos, tabelas e mapas para fornecer às empresas inteligência detalhada sobre o desempenho dos seus processos e equipe.

O BI oferece uma maneira para entender, de forma clara, as tendências e obter insights, além de eliminar o esforço necessário para pesquisar, mesclar e compilar estes dados.

Por que utilizar o Business Intelligence em supermercados?

A tecnologia está alterando toda a operação de minimercados e supermercados com a implementação de soluções inteligentes. Grande parte dessa mudança está relacionada à utilização de Business Intelligence como estratégia para deixar a operação mais lucrativa, com menos quebra e perda.

Esse conjunto de práticas permite que as empresas identifiquem pontos de atrito, conheçam melhor a rotina de operação, otimizem processos, tudo isso de forma que facilite a descoberta de novas oportunidades para alavancar o desempenho das lojas. 


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Quais seriam os primeiros passos para utilizar BI em um varejo?

O primeiro passo é estruturar e definir uma rotina de inspeções de qualidade que devem ser realizadas dentro dos setores da loja e estabelecer parâmetros. Essa prática ajuda e garante que os critérios qualitativos estabelecidos tanto por normas, políticas internas da organização e legislação sejam atendidos e contribui para a prevenção das quebras e rupturas, redução de devoluções, garantindo o faturamento que a empresa espera.

Se seu supermercado ainda não realiza inspeções ou você tem dúvida se o processo está correto, separamos algumas dicas:

Depois de definir a estratégia de inspeções e os parâmetros utilizados é possível determinar indicadores com base nessas informações. Alguns indicadores mais utilizados em supermercados são:

  • Movimento e margens;
  • Dias de valorização e estoque;
  • Faturamento e volume de vendas;
  • Share de produtos e fornecedores;
  • Quebra e perda;
  • Status dos fornecedores em relação à rastreabilidade;
  • Participação das compras por fornecedor;
  • Desempenho entre setores;
  • Evolução do % de quebra ;
  • Satisfação de clientes.

Um dos principais indicadores para o varejo supermercadista é o volume de perdas. De acordo com a 21ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, em 2020  as perdas no setor somaram R$ 7,6 bilhões, e dentre as principais estão: quebra operacional, furto externo, erros de inventário, erros administrativos, furto interno e fornecedores.

Apesar de sabermos a importância em monitorar e controlar as atividades do dia a dia, alguns varejos supermercadistas ainda utilizam papéis e planilhas para coletar, compilar e analisar esses dados. 

A inspeção visual mesmo com registros em papel torna a operação mais lenta e dificulta a visualização dos resultados dos questionários e a criação de planos de ação a partir deles.

Todo esse tempo gasto com verificação, anotações a mão e preenchimento de planilhas podem resultar em um potencial erro de transferência e o tempo gasto na elaboração dos relatórios de prevenção alonga ainda mais o prazo para que a informação chegue ao conhecimento dos setores responsáveis e do fornecedor.

A automação da inspeção contribui diretamente na produtividade, onde os checklists são preenchidos de forma prática tanto em celulares como em tablets e é possível tirar fotos como evidência e criar planos de ação em casos de não conformidades.

Na PariPassu já ajudamos diversas empresas de diferentes segmentos da cadeia de abastecimento a automatizar seus processos de Gestão da Qualidade e Rastreabilidade.

Um exemplo disso é a rede de Supermercados Savegnago que com o apoio do CLICQ e Panorama automatizou o processo de avaliação de qualidade do setor de hortifrúti com foco na redução da porcentagem de perdas.

Clique para ler a história de sucesso da rede Savegnago:

Leia: Como a rede Savegnago diminuiu o índice de perdas das suas lojas

Em algumas lojas, o índice de perda chegava a 14% somente no setor de hortifrúti, sendo que o processo de registro no papel dificultava a tomada de ação entre as áreas responsáveis.

O Savegnago definiu os parâmetros que seriam avaliados em cada produto, bem como os limites de defeitos. A partir disso, foram elaboradas fichas técnicas, documentos de referência para apoiar o profissional responsável no momento da conferência. 

As informações geradas nas inspeções e com os parâmetros utilizados surgiram os primeiros indicadores no Panorama, trazendo o resultado de forma compartilhada, em tempo real, estruturado e orientado para a melhoria contínua da qualidade. 

O que se tornou viável nesse processo foi a automação e a coleta de dados da padronização que ajudaram na redução da quebra tanto no estoque como nas gôndolas.

Todos os dados gerados no processo de inspeção viraram informações base para a geração de relatórios gerenciais, como por exemplo acompanhar o histórico de avaliação de fornecedores, ranquear notas para as inspeções, defeitos por fornecedor e outros indicadores. E no Panorama todo o processo é monitorado em tempo real.


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Quais as vantagens que o Business Intelligence oferece ao setor de varejo?

Na operação em supermercados, o Business Intelligence vai funcionar como o farol das suas decisões. Ou seja, acompanhar os dados em tempo real para uma tomada de decisão assertiva e oferece a capacidade de analisar a operação de loja de forma dinâmica em uma única plataforma integrada:

  • Coleta de dados precisa
  • Gestão de dados em tempo real
  • Acesso a relatórios e gráficos de fácil entendimento
  • Histórico sobre fornecedores

Todo supermercado tem perdas e o impacto que não controlar e acompanhar o desempenho de cada loja ou setor, desde o recebimento até a exposição na gôndola afeta diretamente no faturamento e no crescimento da rede.

O Business Intelligence pode facilitar toda a rotina de controles e acompanhamentos e gerar informações valiosas para melhorar a operação da loja e a margem de faturamento.

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