Atacarejo: veja quais são as principais tendências

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Desde que o atacarejo chegou ao Brasil, o crescimento é constante. Esse modelo varejista apostou em preços mais baixos e em um estilo de consumo que deu muito certo, mas é preciso seguir se desenvolvendo e inovando para garantir a competitividade do segmento

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Se você está em busca de informações sobre o que está em alta nesse tipo de varejo, veio ao lugar certo! Com a leitura deste artigo, você vai ficar por dentro de números e novidades sobre a situação atual e as previsões para o atacarejo no Brasil. 


Atacarejo: como se destacar em um mercado em expansão

Os números demonstram o quanto o atacarejo ganhou impulso no País: o canal movimenta 230 bilhões de reais anualmente, e representa praticamente 2% do PIB nacional. Os dados são da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (ABAAS).

Os atacarejos continuam em ampliação e já assumiram uma parcela de 43,5% de participação no varejo alimentar brasileiro

Por outro lado, o consumidor está mudando. A pandemia e a aceleração digital trouxe novos comportamentos para um cliente cada vez mais exigente, informado e envolvido em alternativas de compra que conectem meios online e offline. 

O preço, porém, ainda é um atrativo considerável em um cenário econômico repleto de instabilidades. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apurou que a economia com itens da cesta básica pode chegar a 18% em atacarejos

O desafio, portanto, é se manter em destaque e atender as expectativas dos clientes seguindo algumas diretrizes importantes para o negócio. Vamos conferi-las no próximo tópico!


4 tendências e inovações para se destacar no atacarejo

Algumas ações podem aprimorar o setor atacarejista e proporcionar condições para que a loja obtenha mais destaque diante da concorrência


Experiência de compra

É fato que o consumidor precisa abrir mão de facilidades para comprar no atacarejo, como:

  • mix variado de produtos, mas, no geral, com menos diversidade de marcas;
  • estruturas mais simples;
  • muitas vezes, opções de pagamento mais restritas.

Passo a passo, esse modelo de varejo tem se mostrado interessado em flexibilizar esses pontos.  O atacarejo teve origem em um formato acostumado a atender, em grande parte, compras de pessoas jurídicas.

Agora, precisa definitivamente estudar e agilizar possibilidades para se dedicar à pessoa física com mais qualidade de atendimento

Diversificar os serviços com entregas e presença da marca online (com sites e redes sociais, por exemplo), além de organizar serviços de padaria e açougue nas lojas — mesmo que de forma mais compacta — são algumas das maneiras de melhorar a experiência de compra do consumidor


Fidelização do cliente

A relação com o cliente precisa oferecer mais do que um bom custo-benefício para que o atacarejo alcance uma vantagem e seja priorizado pelo público. Pensar na integração de canais (físico e digital) com atendimento omnichannel e em programas associados a essa conexão pode ser uma boa alternativa!

Em conjunto com um atendimento de qualidade, promoções e opções de benefícios para aumentar as chances de fidelizar clientes aumentam o ticket médio e a probabilidade de que a sua loja seja priorizada. 

É importante considerar ainda a disponibilidade e tratamento de dados sobre o público

Aliado ao uso da tecnologia, esse pode ser um fator de potencialização das ações com o uso de Inteligência Artificial (IA) e análises para adequar planejamentos às preferências dos consumidores


Transformação digital

Uma das bases para os menores preços praticados no atacarejo é a estrutura mais enxuta. Por essa razão, equilibrar investimentos e apostar em soluções para digitalização dos processos abre caminhos para que atacarejistas alcancem resultados financeiros que possibilitem inovações. 

Tudo começa pelo mapeamento de processos e identificação de oportunidades. Esse é um passo capaz de revelar mudanças significativas para a rentabilidade e as atividades diárias. 

As rotinas de controle de qualidade, inspeções, auditorias de loja e fiscalização podem ser facilitadas por tecnologias que proporcionam agilidade e eficiência. 

É o caso de sistemas de automatização como o CLICQ, desenvolvido pela PariPassu. 

Implementar soluções desse tipo reflete em diminuição de custos, economia de tempo, padronização dos processos e contribui para a efetividade de iniciativas de redução de perdas


ESG

Colocar em prática critérios de Enviromental, Social and Governance (ESG) é outro direcionamento relevante em busca de diferenciais para a empresa. 

Os consumidores já sabem, por exemplo, que atacarejos disponibilizam embalagens mais econômicas de alguns produtos. É um ponto a favor nesse quesito! 

Reforçar essa e outras iniciativas e levar a informação ao consumidor — com ferramentas como a rastreabilidade — insere a marca nas expectativas do mundo dos negócios e do público. De acordo com uma pesquisa da PwC, 58% das pessoas preferem consumir produtos com origem rastreável e transparente. 


O futuro do atacarejo

Entre especialistas do comércio, não há uma hipótese formulada sobre o que deve ser esperado para o setor atacadistaatacarejista a médio e longo prazos. 

O consenso é apenas de que as tendências precisam ser incorporadas às lojas que buscam sobrevivência no mercado com o aumento da concorrência. 

Há espaço para levar esse o atacarejo a muitos lugares, principalmente em pequenas cidades.

Aproveite, então, para complementar essa leitura com outros materiais da PariPassu e aplique novos insights ao seu negócio: