O que a Operação Carne Fraca tem a ensinar para indústrias e consumidores

As revelações da recente operação Carne Fraca da Polícia Federal colocaram em evidência os processos da cadeia da carne e o consumidor se viu inundado de informações e suspeitas que o tornam receoso sobre a qualidade destes produtos.

Se teve excesso de atividade midiática e críticas quanto à condução da investigação, propina ou papelão, até onde se desdobram os fatos apurados não se sabe, o fato é que não se fala em outra coisa a não ser na Operação Carne Fraca e qualidade dos produtos, seja na internet, na TV, nas empresas, nos supermercados e claro, na casa do consumidor.

Não é o primeiro e, infelizmente, não será o último escândalo sobre a qualidade dos alimentos. Quem não lembra dos casos de recall envolvendo produtos das marcas Parmalat ou Toddy?

Quando empresas têm seus produtos mencionados em escândalos ou recall precisam, rapidamente, enfrentar o mercado e os consumidores munidos de informações que comprovem a segurança do alimento e garantam a segurança alimentar.

Na operação Carne Fraca  são acusadas mais de 30 empresas do setor, inclusive as consagradas JBS e BRF por comercializarem carne estragada, alterar a data de vencimento, maquiar o aspecto e usar produtos químicos supostamente cancerígenos, além de apontar cobrança de propina por agentes do governo para liberação dos produtos.

A Polícia Federal informou que o intuito desta operação era desmantelar o esquema de corrupção que envolve executivos e colaboradores das indústrias e dos agentes e fiscais dos órgãos competentes para fiscalização. A checagem da veracidade da qualidade dos produtos foi uma consequência e não a preocupação inicial.

Nesse post queremos abordar o mérito, que para nós da PariPassu, é o mais importante desta operação: a Segurança do Alimento.

Para isso, vale a pena relembrarmos os diferentes significados entre segurança do alimento e segurança alimentar:

A Segurança do Alimento se refere às práticas e medidas que visam o controle da entrada de qualquer agente que promova risco à saúde ou integridade física do consumidor. Sendo assim, é consequência do controle de todas as etapas da cadeia produtiva, desde o campo até a mesa do consumidor.  Já a Segurança Alimentar trata-se da garantia do direito de todos ao acesso a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e permanente.

Este recente escândalo abriu novamente a discussão sobre o cenário brasileiro quanto à segurança e o controle de qualidade dos alimentos, incluindo os aspectos fitossanitários, as regulamentações legais, as boas práticas agrícolas e de fabricação, as auditorias e as certificações, fatores que juntos asseguram a qualidade dos produtos que chegam à mesa do consumidor.

Aprendizado

Sobre os aspectos citados anteriormente, a operação ensinou às empresas do setor alimentício – produtores, distribuidores, indústrias e supermercados – a refletirem e revisarem as suas práticas e processos continuamente, buscando a qualidade dos seus produtos e serviços sob qualquer condição e principalmente atendendo rigorosamente todos os aspectos e requisitos da segurança do alimento, pois este processo, conhecido como Gestão da Qualidade Total, é que endossará o resultado do negócio e a marca no mercado.

O consumidor final também tem uma parcela de responsabilidade neste processo, pois cabe a ele a tarefa de buscar a informação sobre o que está consumindo, não faz sentido as empresas se esforçarem para a entrega do alimento seguro e o consumidor, o maior interessado, não estar atento, não buscar informações, não parar para ler um rótulo. Além disso, tem o forte papel de cobrar das autoridades e empresas que este acesso seja facilitado.

A partir dos problemas e das dificuldades é que temos a oportunidade de mudar, aprender, fazer melhor e evoluir criando uma nova referência, com padrões de qualidade mais elevados e justos com a sociedade consumidora.

Outro importante lembrete neste cenário da carne: temos muitas empresas e empresários que fazem um excelente trabalho. Aliás, acreditamos que existam muito mais pessoas trabalhando corretamente do que o contrário. Temos que valorizar o bom, explicitamente, e se orgulhar do que funciona.

Precisamos valorizar o Brasil e os brasileiros, expurgar os maus exemplos e adotar práticas sustentáveis para o nosso país. Estamos aqui, presentes, para contribuir com o movimento virtuoso do Alimento com Propósito.

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