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As mudanças no comportamento do consumidor durante e pós-coronavírus

Está sem tempo para ler? Sem problemas! Preparamos um player para você ouvir este conteúdo e ficar por dentro do assunto.

A pandemia do coronavírus levou o setor varejista a olhar com cuidado para os seus parceiros, fornecedores, distribuidores e principalmente, mapear as mudanças de comportamento do consumidor brasileiro.

Sabemos que governos e organizações continuam trabalhando para conter a COVID-19 e o crescente número de vítimas, mas, enquanto isso, os consumidores em todo o mundo estão sentindo seus efeitos econômicos e estão reduzindo drasticamente seus gastos. Por isso, o novo consumidor mudou seus hábitos e introduziu novos canais digitais, produtos e serviços em todas as categorias.

Leia também: Em período de coronavírus, foque sua atenção nas Boas Práticas de Segurança do Alimento.

Para te ajudar neste desafio de compreender o comportamento do novo consumidor durante esse período de incerteza, trouxemos uma pesquisa realizada recentemente pelo PMA (Produce Marketing Association), a qual dispõe de informações sobre como a pandemia de coronavírus está afetando as tendências de compra de produtos.

Em resumo, neste texto você vai ler sobre:


  • Como as atitudes, os comportamentos e hábitos de compra dos consumidores estão mudando, e muitas dessas mudanças permanecerão pós-pandemia;
  • Enquanto as compras estão atualmente centradas nas necessidades básicas, as pessoas estão comprando com mais consciência e buscando por alimentos mais seguros, seja na compra presencial ou no comércio digital;
  • Para gerenciar o isolamento, os consumidores estão usando o digital para se conectar, aprender e informar-se;
  • No futuro, veremos um aumento na força de trabalho virtual à medida que mais pessoas trabalham em casa e gostam de fazê-lo.

Continue a leitura e conheça mais sobre o comportamento do consumidor durante a crise do coronavírus e mudanças que irão permanecer pós-pandemia!

Novos comportamentos transformarão o futuro da indústria

A pandemia da COVID-19 provocou mudanças significativas no mundo. As pessoas estão vivendo de forma diferente, comprando de forma diferente e principalmente, pensando de forma diferente.

Por isso, as cadeias de suprimentos estão sendo testadas, e todos que trabalham diretamente com a cadeia produtiva de alimentos precisam adaptar-se ao novo cenário, remodelando-se em tempo real e acelerando rapidamente de acordo com as tendências. Tudo isso de forma rápida, afinal, os consumidores estão olhando produtos e marcas com um novo olhar, exigindo mais qualidade e segurança.

Mas, afinal, como garantir um alimento seguro e com a mesma qualidade para o consumidor final? Antes de mais nada, é preciso entender esse novo tipo de consumidor. A partir disso, é possível adaptar-se e atender suas exigências. Confira a seguir!

A importância de conhecer o consumidor em crise

Os consumidores estão profundamente preocupados com o impacto da COVID-19, tanto do ponto de vista da saúde quanto do econômico. Pessoas de todo o mundo têm medo, pois se esforçam para se adaptar a um “novo normal”.

Algumas pessoas se sentem ansiosas e preocupadas, estimulando a compra de produtos básicos de higiene por pânico. Outras, no entanto, permanecem indiferentes à pandemia e continuam comprando como de costume.

Por isso, entender que os consumidores estão respondendo à crise e possuem hábitos de compra de formas diferentes é o primeiro passo para entender o comportamento do novo consumidor durante e pós-coronavírus. A partir disso, entendendo como seus próprios consumidores estão reagindo, você pode desenvolver estratégias de marketing personalizadas para cada um.

Além disso, como parte da população está praticando o distanciamento social, a comunicação é mais importante do que nunca. Sendo assim, é uma oportunidade para interações mais criativas, autênticas e personalizadas com os clientes. Para isso, os varejistas devem comunicar-se com o novo consumidor onde estão agora – ou seja, em canais digitais via social, celular, aplicativos, etc.

E quando se trata de proteger produtos essenciais, a necessidade de entrega rápida nunca foi tão crítica. Os serviços omnichannel, como coleta, entrega na calçada e entrega no nível da loja tornaram-se uma clara vantagem competitiva à luz dos eventos atuais – sem contato agora é uma necessidade – especialmente no setor de supermercados. Os compradores continuarão a esperar essas conveniências de entrega sob demanda no futuro.

Para saber mais, acesse o conteúdo: Omnichannel – como trazer melhores resultados para o seu supermercado?

Mesmo com a evolução da crise, explorando as mudanças que estão acontecendo agora, podemos considerar o que todos os que trabalham diretamente com a cadeia produtiva de alimentos devem fazer hoje para se preparar para o que vem a seguir.

A pesquisa a seguir, feita pelo PMA, indica que os novos hábitos formados agora permanecerão além dessa crise, mudando permanentemente o que valorizamos, como e onde compramos, além de como vivemos e trabalhamos. A partir dela, você entenderá melhor sobre o comportamento do novo consumidor e seus novos hábitos. Observe!

Pesquisa PMA: Opinião do consumidor brasileiro durante a crise do coronavírus

A Produce Marketing Association (PMA) é uma associação de produtos agrícolas frescos e flores, fundada em 1949 nos Estados Unidos, com a missão de conectar os interesses das cadeias produtivas de frutas, flores, legumes e verduras. A entidade conta com 2.900 empresas associadas, 54.000 compradores e fornecedores, em 55 países de cinco continentes. No Brasil, a entidade possui 93 associados (produtores, distribuidores e varejistas).

A pesquisa buscou entender a opinião do consumidor durante a crise do coronavírus e como essas novas mudanças permanecerão pós-coronavírus. Foram 500 entrevistados em cada país, maiores de 18 anos, que são os principais compradores de alimentos/bebidas ou compartilham as responsabilidades de compra de alimentos e bebidas com outra pessoa e são responsáveis por pelo menos metade das compras de alimentos e bebidas.

Veja abaixo, os resultados da pesquisa realizada no Brasil.

1. Consumo: o consumidor está comprando mais, a mesma quantidade ou menos?

Fonte: Produce Marketing Association, 1 de abril de 2020. IPSOS N = 500 compradores

Como podemos ver no gráfico acima, quase metade dos compradores do Brasil dizem estar comprando mais frutas e legumes frescos, mais que o dobro do número dos que afirmam estar comprando menos.

Nota-se uma constante preocupação do novo consumidor com a saúde, buscando garantias que maximizem seu bem-estar, a fim de reduzir a ameaça de enfermidades. Em vez de ser apenas uma visão aspiracional, os consumidores estão buscando ainda mais informações sobre o alimento: desde a sua produção, passando pela distribuição, gôndolas de supermercado, até chegar de fato ao consumo final.

Por isso, os consumidores buscarão informações sobre o alimento e utilizarão a tecnologia para facilitar isso, garantindo tudo na palma da mão e de forma fácil. Isso é algo que impulsionará a demanda por inovações técnicas em torno da alimentação saudável. O que o consumidor busca? Transparência. E ela pode acontecer de diferentes formas, inclusive através da rastreabilidade de alimentos.

Para saber mais, baixe: Guia prático da rastreabilidade de alimentos.

2. Por quais motivos o consumidor afirma estar reduzindo a compra de produtos frescos?

Fonte: Produce Marketing Association, 1 de abril de 2020. IPSOS N = 500 compradores

Dos que responderam que estão comprando menos produtos frescos, a PMA buscou entender os motivos para a diminuição desse consumo. A partir das respostas, nota-se a preocupação dos consumidores com:

  • A diminuição da frequência das suas compras em supermercados, não sabendo quanto tempo as frutas, legumes e verduras vão durar;
  • A limpeza e segurança desses alimentos;
  • O custo desses produtos, levando em conta que custam caro ou o consumidor está com problemas financeiros.

O aumento dos níveis de sensibilidade aos preços é algo que pode afetar a disposição de comprar produtos alternativos. Isso ocorre porque os consumidores podem priorizar a adesão a produtos que eles conhecem e confiam, pois apresentam menos riscos.

De fato, em tempos de menor incerteza financeira, os novos consumidores podem ter percepções favoráveis ​​de produtos inovadores porque sentem que esses produtos atendem melhor aos seus estados de necessidade. Embora os consumidores não se oponham totalmente à amostragem de novas marcas, eles serão mais influenciados pela troca entre experimentação, custo e prevenção de riscos, priorizando produtos que oferecem garantias quanto à qualidade, segurança e valor.

Leia mais em: As certificações de qualidade para segurança de alimentos.
Assista ao webinar: Como conseguir o selo de produto orgânico?

3. Quais as principais preocupações do consumidor ao ingerir alimentos frescos neste momento?

Fonte: Produce Marketing Association, 1 de abril de 2020. IPSOS N = 500 compradores

Em períodos de incerteza, os consumidores procurarão maneiras de tentar obter mais controle de sua vida. Além disso, eles também se tornam mais avessos ao risco, priorizando o que sabem e confiam. Por isso, na pesquisa feita pela PMA, podemos observar a nítida preocupação do novo consumidor, buscando segurança e limpeza de produtos frescos neste momento. O consumidor também presta ainda mais atenção ao prazo de validade dos produtos, buscando consumir os que possuem uma data mais longa.

Isso reafirma a importância de consumir um alimento saudável para o novo consumidor, buscando produtos de maior qualidade e que garantam a segurança dos produtos frescos neste momento. Mas afinal, o que o coronavírus tem a ver com a segurança do alimento? Clique no link e confira tudo sobre o assunto.

O novo consumidor, que passa pelo coronavírus, busca por cadeias de suprimentos reduzidas para medidas de controle de qualidade mais elevadas. Também, porque sentem que isso reduz o risco de produtos serem expostos a microrganismos e outras formas de contaminação. Além disso, em um ambiente recessivo, os consumidores também querem que as marcas demonstrem apoio aos fornecedores locais e de pequena escala aos quais eles associam como sendo mais saudáveis, seguros e de melhor qualidade. Quando se trata de tais práticas em torno da localidade, a transparência em torno das cadeias de suprimentos será crucial.

Entenda mais sobre o papel do fornecedor na segurança do alimento clicando aqui.

Pesquisa PMA: Comparação da mudança de comportamento no consumo entre países

Podemos notar que durante e após o impacto da COVID-19, os consumidores estão prestando muita atenção às cadeias de suprimentos dos produtos que compram. Além dos pontos destacados acima, a PMA comparou as mudanças de comportamento do consumidor em diferentes países. Os países foram: Brasil, Estados Unidos da América, Reino Unido e China.

Pode-se observar abaixo que o Brasil, dentre os quatro países avaliados, é o segundo maior país que aumentou o seu consumo por frutas e vegetais frescos.

Fonte: Produce Marketing Association, 1 de abril de 2020. IPSOS N = 500 compradores

Além disso, os consumidores estão mais atentos ao que estão comprando e se esforçando para limitar o desperdício de alimentos, buscar por alimentos com custo consciente e comprar opções mais sustentáveis. Observe abaixo a relação do Brasil, comparado aos demais países da pesquisa.

Fonte: Produce Marketing Association, 1 de abril de 2020. IPSOS N = 500 compradores

Percebeu como o Brasil possui a maior preocupação em relação à segurança e limpeza dos produtos frescos neste momento que estamos vivendo? Também mostraram porcentagens elevadas na atenção da validade do produto pela mudança de comportamento e compras no supermercado, buscando alimentos em embalagens fechadas.

Como resultado disso, os consumidores continuarão prestando mais atenção a todos os aspectos de sua saúde mesmo pós-coronavírus, reconhecendo que todos os aspectos de saúde estão interligados. Além disso, os consumidores também procurarão avaliar seus hábitos de higiene pessoal para minimizar o risco de doença.

Os padrões observados na pesquisa acima podem servir como indicadores para fabricantes e varejistas e podem ajudar as empresas a adaptar sua cadeia de suprimentos aos hábitos de compra em mudança.

Acesse o material: 10 razões para implementar rastreabilidade na sua empresa.

Quer acessar a pesquisa completa? Clique aqui e aqui.

Novos comportamentos de compra do consumidor neste “novo normal” pós-coronavírus

A COVID-19 é uma crise econômica e de saúde que tem um impacto nas atitudes, comportamentos e hábitos de compra do consumidor. Em todo o mundo, a vida sofreu mudanças pelos esforços de distanciamento social que visavam combater a pandemia do novo coronavírus. Afinal, na maioria dos países, o isolamento físico e social se tornou a norma.

Essas mudanças moldaram uma nova forma de consumo, tanto em relação ao tempo quanto quantidade e espaço. E tiveram um impacto marcante na maneira como nos relacionamos com nossos alimentos, afinal, mais do que nunca, a segurança e qualidade do produto tornou-se um critério essencial de escolha.

Agora, as prioridades dos consumidores se concentram nas necessidades mais básicas, elevando a demanda por produtos de higiene, limpeza e produtos básicos, enquanto as categorias não essenciais caem. Não surpreende que a saúde pessoal seja a principal prioridade para os consumidores pesquisados, seguida pela saúde de amigos e familiares.

Além disso, os fatores que influenciam as decisões da marca também estão mudando à medida que uma tendência de “compra local” acelera. O comércio digital também viu um impulso à medida que novos consumidores também consomem online, além das compras no mercado em maiores quantidades.

Por isso, aqueles que trabalham com a cadeia produtiva de alimentos e são responsáveis pela qualidade e segurança do alimento, devem entender as diferenças entre segurança alimentar e segurança de alimentos, além de compreender o comportamento do novo consumidor durante e pós-coronavírus.

Espero que tenha gostado do nosso texto de hoje. Aproveite para ler outros textos do nosso blog que podem auxiliá-lo nesse momento, além de um KIT gratuito com materiais para o seu estabelecimento nessa fase da COVID-19:


Bônus: evitar contaminação da COVID-19 é garantir a segurança das operações

Nesse momento de atenção e de precaução, em que todos voltam para suas casas para buscar segurança, nós da Paripassu olhamos para aquilo que nos motivou desde o primeiro dia e, inclusive, é o fundamento do nosso nome: estarmos lado a lado.

Por isso, queremos ajudá-lo para que juntos, possamos evitar a contaminação e garantir a segurança dos seus processos!

Clique para ter acesso livre ao checklist de Boas Práticas para prevenir a contaminação na sua empresa.

Se tiver alguma dúvida, fale com um de nossos especialistas!

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