Critérios ESG: saiba quais são e os motivos para investir

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O ESG (Environmental, Social and Governance), no português ASG (Ambiental, Social e Governança) é uma sigla que está ganhando relevância no mercado. Não é à toa, afinal o papel das empresas é fundamental para nos recuperarmos das recentes crises sociais e ambientais. 

Além disso, é cada vez mais evidente a necessidade das empresas se tornarem responsáveis por questões socioambientais dentro do ecossistema que estão inseridas. Com ações concretas e consciência dos impactos, podemos promover um crescimento econômico mais sustentável.

Tendo em vista que as empresas têm forte poder social e domínio econômico, o setor privado tem um protagonismo para minimizar os impactos sociais, ambientais e também econômicos existentes.

Dito isso, precisamos deixar evidente que a ideia central desta publicação não é debatermos os conceitos e significado da sigla. 

Neste post, vamos abordar cada critério dentro dos pilares do ESG e quais os benefícios logrados pela sua empresa ao se adequar a essa responsabilidade socioambiental.

Navegue mais fácil pelo texto aqui:


Quais são os critérios ESG 

Os critérios do ESG estão diretamente relacionados com a responsabilidade pelo meio ambiente, pela sociedade e também pela governança corporativa. Tudo isso, com o intuito de destacar, perante o mercado e investidores, as empresas que são mais responsáveis com o planeta.

São medidos por índices como:

  • Índice de Governança Corporativa (IGCT);
  • Índice de Carbono Eficiente (ICO2);
  • Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE);
  • Índice Dow Jones de sustentabilidade global .

No Brasil, embora pouco discutido e recentemente em pauta, o ESG vem ganhando espaço, tanto pelos stakeholders quanto pelo corpo diretivo dos grandes negócios. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela ACE Startups, 46% das empresas entrevistadas já possuem algum tipo de programa relacionado ao ESG. Outro dado importantíssimo é que 92% veem valor e acham que o conceito irá impactar as estratégias das empresas futuramente.

Ao contrário do que promove o imaginário popular, a sigla não é um selo de qualidade ou somente um conjunto de boas práticas. Na verdade, é um conceito utilizado por investidores ao analisar as iniciativas e comportamentos de algumas empresas.

Tudo isso porque estamos caminhando para uma consciência coletiva mais desperta, focada no bem estar social e ambiental. Ou seja, as empresas que não se adaptarem a isso, provavelmente não irão fazer parte da rotina dos consumidores.

Mas, agora, chega de falar sobre o cenário e vamos ao assunto! Abaixo listamos alguns critérios utilizados pelos investidores e explicamos cada item que faz parte do acrônimo.



Ambiental (Environmental)

Este é o pilar que se refere às práticas de combate às ameaças ambientais e é esperado que as organizações vão além do que está escrito em lei. Ou seja, investir em sustentabilidade nos processos e nos produtos comercializados a fim de reduzir ao máximo os danos ao ecossistema.

É importante frisar que estes aspectos variam de acordo com o setor em que a empresa está. Portanto, o impacto é medido individualmente.

Os pontos mais comumente observados no aspecto ambiental são:

  • eficiência energética;
  • redução da emissão de gases poluentes;
  • descarte responsável de resíduos;
  • uso consciente dos recursos naturais;
  • evitar o desmatamento;
  • proteção à biodiversidade;
  • etc.

Vamos a alguns exemplos práticos. Em supermercados, uma iniciativa que contribui para esse aspecto é a digitalização dos processos. Isso faz com que o estabelecimento reduza o uso de papéis e dispense diversas planilhas em pranchetas para fazer registros manuais e manter os devidos controles sobre as operações. 

Podemos pensar, ainda, na diminuição do uso de sacolas plásticas e em ações que motivem os consumidores a optarem por sacolas reutilizáveis para transportar as compras.

No campo, o uso de defensivos agrícolas permitidos e a destinação adequada das embalagens é um caso simples que demonstra uma conformidade mínima com a diretriz ambiental de ESG. 

Enfim, são muitas as ideias praticáveis em qualquer área de atuação de uma empresa! 


Social

No quesito social, é tratado todo tipo de responsabilidade comunitária envolvendo a cadeia de empresas que se relaciona com a organização. Isto é, neste ponto as corporações não devem se limitar somente às políticas internas, mas também olhar para os parceiros, clientes, colaboradores e fornecedores

Deste modo, toda a comunidade onde a empresa está inserida é contemplada. De maneira geral, este é o ponto em que é analisado como os negócios impactam a vida das pessoas ao seu redor. E é claro, quanto menor for o impacto negativo, melhor!

Os fatores que influenciam este aspecto são:

  • efetivação dos direitos trabalhistas;
  • segurança do trabalho;
  • promoção do bem-estar social;
  • incentivo à diversidade;
  • respeito aos direitos humanos;
  • relacionamento com a comunidade local;
  • proteção de dados;
  • capacitação dos funcionários;
  • etc.

Novamente, falaremos de um caso que pode ilustrar a aplicação desse pilar em um negócio. A gestão de fornecedores de um varejo é um exemplo interessante! Ao se aproximar dos parceiros que atuam em conjunto com a loja, é importante conhecer quais são as práticas de cada um com seus colaboradores.

Vale se certificar de que as relações de trabalho de toda a rede de fornecimento levam a sério boas condições de remuneração, tratamento dos funcionários e aspectos necessários para garantir a saúde e integridade física, como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Podemos citar, ainda, o movimento da cadeia de suprimentos em programas de prevenção de perdas. Isso reduz o desperdício e reflete tanto no princípio social — pois melhora a disponibilidade de alimentos — quanto na responsabilidade ambiental — por reduzir a quantidade de descarte de mercadorias.


Governança (Governance)

Diferente dos pilares anteriores, este diz respeito única e exclusivamente à administração da empresa. É este o item que abarca a transparência e o cumprimento dos demais critérios ESG. 

A ética é o que guia o pilar da governança, uma vez que este é o critério que assegura o funcionamento a longo prazo de todas as práticas ESG.

Fazem parte da governança os seguintes compromissos:

  • constituição de conselhos diversos;
  • respeito e cumprimento das legislações vigentes;
  • transparência na prestação de contas;
  • promoção de práticas anticorrupção;
  • responsabilidade fiscal;
  • independência do conselho administrativo;
  • etc.

Para ilustrarmos este tópico, vamos pensar na totalidade das atividades de um negócio. 

Quando uma empresa se volta ao mapeamento e aperfeiçoamento dos processos para trabalhar a legitimidade das informações, temos um demonstrativo de como é possível impulsionar melhorias na governança

Isto é: com recursos avançados para apurar e analisar dados de forma mais precisa, as operações se tornam mais transparentes. Fica mais difícil cometer equívocos, perder ou burlar informações. 

Logo, a conformidade com normas e legislações vigentes passa a ser cumprida rigorosamente. 


A importância dos princípios ESG

Podemos dividir a importância em três frentes: 

  • a responsabilidade pelo desenvolvimento sustentável;
  • a proteção ao meio ambiente;
  • a adequação aos novos hábitos de consumo, que levam as empresas a gerarem mais lucro.

Para se ter noção, uma pesquisa da Confederação Nacional de Indústrias (CNI) apontou que 38% das pessoas entrevistadas se preocupam em saber a procedência de um produto e se ele foi produzido de forma ambientalmente correta.

Além disso, destes entrevistados, 62% afirmaram que já boicotaram alguma empresa que violou leis trabalhistas, fez testes em animais ou cometeu algum tipo de crime ambiental.

Diante disso, é possível perceber que as pessoas estão revendo a sua forma de consumir. Com a quantidade de informações públicas dos processos das empresas, os consumidores estão cada vez mais cientes de todo o desenvolvimento produtivo.

E, sob o ponto de vista histórico, esse é um movimento relativamente recente que está ganhando grandes proporções com o passar dos anos. Podemos citar como um marco a Eco-92, que aconteceu no Rio de Janeiro em 1992. O evento reuniu mais de 170 países para debater sobre como construir uma sociedade menos consumista e mais sustentável.

Três décadas depois, vemos um crescente avanço em relação à conscientização social e ambiental. Sendo assim, esse assunto deve se tornar cada vez mais relevante com o passar do anos.


Principais práticas das empresas com foco em aspectos de ESG

Segundo estudos sobre a evolução do ESG no Brasil, as políticas de equidade de gênero se destacaram como uma das três atividades mais identificadas nas empresas. Porém, a equidade racial e LGBTQIA+ estiveram entre as mencionadas com menor frequência pelos respondentes. 

Na parte de meio ambiente, a reciclagem e reaproveitamento de resíduos foi apontada por 27% das empresas sondadas. Na sequência, aparecem diminuição das emissões de gases de efeito estufa (20%) e uso, tratamento e reaproveitamento de água (19%).

O plantio de árvores, a proteção e cuidado com o solo foram os itens menos mencionados. 

Com relação aos métodos de governança, podemos destacar a criação de mecanismos internos de compliance por 41% nos negócios


Resultados de ações voltadas à promoção do ESG 

Diante do apresentado, é possível perceber que, apesar de serem três pilares de ESG separados, eles são interdependentes, já que exigem que as empresas pensem em todos de forma conjunta.

Uma empresa que olha para esses pontos como desafios a serem superados está no caminho de reconhecer os seus impactos perante a sociedade e o planeta. Dessa forma, minimiza os danos causados e, como bônus, recebe atenção especial de investidores estratégicos.

Quanto mais cedo isso for feito, melhor. Tudo indica que corporações atentas às mudanças regidas por critérios de ESG têm grandes chances de criarem diferenciais competitivos

Aumentar essa vantagem é essencial para sustentar o desenvolvimento de qualquer negócio! 


Vale a pena investir nos pilares ESG?

Já pudemos ver que sim, vale a pena investir em critérios ESG. Mas ainda temos mais alguns argumentos para mostrar quão relevante é essa movimentação no mercado! 

Para se ter uma ideia, a valorização das empresas que promovem ações relacionadas ao ESG, nos EUA, aumentou em 345% em comparação com o restante, que teve uma valorização de 295%. São indicadores como esse que chamam a atenção de investidores. Precisamos dizer algo mais?

Outro dado interessante é que os investimentos com foco em princípios ESG ultrapassaram R$ 31 trilhões no mundo, de acordo com o relatório de atualizações publicado pela Rede Brasil do Pacto Global. Isso representa 36% de todos os ativos.

Cada cifra tem um peso importante, principalmente quando olhamos sob a ótica de valorização do mercado. Essas práticas influenciam na tomada de decisão de acionistas, que estão cientes da mudança nos hábitos de consumo e se preocupam em direcionar investimentos a empresas que gerem lucro.


O consumidor está de olho em princípios ESG

Costuma-se dizer que é o cliente quem dita as regras, e é exatamente isso que podemos observar na movimentação de mercado rumo à projeção de valores de preservação ambiental e cuidados sociais.

De acordo com uma pesquisa da PwC, em inglês, 75% dos investidores têm planos de parar de comprar produtos e serviços que não estão em conformidade com os critérios ESG.

E mais: a Rede Brasil pelo Pacto Global divulgou que as discussões sobre temas relacionados aos pilares ESG cresceram mais de sete vezes. 

Isso refletiu diretamente nos representantes do setor empresarial, do qual 84% declararam ter interesse em entender mais sobre a agenda e critérios ESG.  


Como aplicar diretrizes de ESG no contexto agroalimentar?

Como podemos ver, o ESG demanda transparência e controle no fluxo de dados. Existem diversas soluções que fornecem esse tipo de informação para diferentes áreas do setor agroalimentar, como por exemplo:

Este último vem avançando com a demanda latente do ESG. Afinal, a rastreabilidade está diretamente conectada com os processos de qualidade e conformidade ao longo do desenvolvimento da cadeia produtiva de alimentos.

Nós da PariPassu somos referência em rastreabilidade de alimentos no Brasil. Por meio das nossas soluções, atendemos mais de 20 mil empresas que fazem parte de um dos elos da cadeia agroalimentar.

Além de atender a um dos critérios do ESG, o Rastreador PariPassu também oferece:

  • segurança e qualidade do alimento;
  • conexão com o consumidor final;
  • padrões de identificação;
  • melhora o relacionamento com fornecedores;
  • maior visibilidade do seu produto;
  • e muito mais!

Conheça o Rastreador PariPassu:

 

É possível perceber que os critérios ESG vão além de uma simples conformidade; eles impactam diretamente o futuro da sociedade e contribuirão para um mercado mais sustentável.

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Saiba mais sobre o ESG no nossos posts:

- ESG no setor agroalimentar: o que você precisa saber

- Rastreabilidade de alimentos: uma prática ESG

- A importância de conhecer a base de fornecedores para supermercado