Qual é o papel do consultor na rastreabilidade e recall nas empresas?

Em um contexto em que há o crescimento da demanda por mais transparência e o surgimento de legislações específicas, a rastreabilidade tem sido um dos assuntos mais comentados entre os profissionais que trabalham com alimentos. 

Segundo a Instrução Normativa de INC ANVISA-MAPA nº 02 de 07/02/2018, a rastreabilidade trata de um conjunto de procedimentos que permite detectar a origem e acompanhar a movimentação de um produto ao longo da cadeia produtiva.

De maneira similar, recall é um processo de remoção de um produto/lote e acontece quando existe a probabilidade dos produtos/lotes apresentarem alguma inconformidade.

Sendo assim, um sistema bem estabelecido para rastreabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um controle básico para qualquer empresa do segmento, independente do tamanho da operação.

Desta forma, é normal que apareçam dúvidas a respeito da responsabilidade de cada elo na cadeia de produção de alimentos: o consultor deve se preocupar com rastreabilidade? O produtor rural precisa manter algum registro? A indústria deve fazer separação por lote na expedição? O varejo precisa se adequar? 

O mercado mudou significativamente nos últimos anos e cabe aos consultores agirem como lideranças neste processo de transição, no meio de todas as mudanças, visando o sucesso das empresas em que atuam.

Afinal, as preocupações dos consultores devem, ao mesmo tempo, estar alinhadas com os objetivos do cliente e as diretrizes nacionais de segurança do alimento.

Em razão disso, conversamos com as empresas de consultoria parceiras da PariPassu para que elas nos ajudassem a listar as principais atribuições dos consultores quando falamos sobre Rastreabilidade.

1. Orientar

Grande parte dos consultores que atuam no setor alimentício têm incluído orientações de rastreabilidade no escopo de suas atividades.

Incidentes como o ocorrido no final de 2019 nos Estados Unidos, onde foram registradas 72 hospitalizações causadas por pés de alface contaminados com E. coli trazem o tema à tona e acendem um alerta nas empresas que se encontram despreparadas para lidar com casos como este.

O setor ainda carece de orientações básicas para garantir a entrega de produtos seguros e conformes ao consumidor final e é justamente nessa janela onde consultores têm espaço para aumentar seu vínculo com as empresas clientes.

Não há mais volta: os profissionais que estão alcançando alto nível de satisfação dos seus clientes buscam entregar uma solução completa para otimizar a operação das empresas que atendem, ajudando a estruturar um controle efetivo de Rastreabilidade.

Apesar de ser um tema novo para muitas empresas, implantar um sistema de rastreabilidade não é um “bicho de sete cabeças”.

Como consultor, inicie as suas orientações ao cliente com o começo da história do alimento, o cultivo. Se você orienta produtores rurais, é fundamental seguir as diretrizes da INC 02/2018 referentes aos registros de caderno de campo e rastreabilidade.

Já para outros segmentos, a rastreabilidade iniciará no recebimento das matérias primas ou mercadorias. Perguntas como: 

  • Qual a origem desse alimento? 
  • Qual o número que identifica a unicidade do lote recebido? 
  • Qual a data de validade? 
  • Qual a forma de identificar essa informação no produto físico?

Devem ser respondidas e arquivadas a cada recebimento para iniciar o processo de rastreabilidade.

O processo de recebimento, como todos os demais, deve ser padronizado através de POP’s para facilitar a operação da empresa.

Se o seu cliente realiza processamentos ou misturas esse processo também precisa ser registrado. Assim como no caso da realização de vendas: para qual destino cada lote foi enviado? Em qual quantidade?

São registros essenciais para notificar outras empresas sobre não conformidades e até mesmo em caso de necessidade de Recall de alimentos processados.

Por último, como consultor, é sua responsabilidade propor a melhor forma de gerir toda essa informação, para que os dados sejam úteis e acessíveis para o seu cliente. Esse tema será explorado no próximo tópico, vamos lá?

2. Indicar

Ocupando a posição de conselheiro das empresas, o consultor pode aumentar significativamente a entrega de valor de seu trabalho ao detalhar possíveis riscos da falta de um sistema de rastreabilidade.

Além de indicar parceiros confiáveis, cabe ao consultor sugerir novas tecnologias, metodologias de trabalho mais eficientes e colocar o cliente em contato com organizações relevantes no segmento.

Imagine um cenário onde uma empresa contrata um consultor para ajudar a aumentar a eficiência no controle de rastreabilidade e recall. Ao chegar na empresa, o consultor sugere que o cliente anote cada informação de movimentação dos produtos no papel ou em uma planilha do Excel.

Se existe uma alternativa mais eficiente, como softwares especializados, é papel do consultor apresentar ao seu cliente essa opção.

Ao associar o seu trabalho a parceiros especialistas no assunto, sua empresa ganha credibilidade e autoridade sobre o assunto através da troca de experiências, além de usufruir dos benefícios de relacionar seu negócio a organizações estabelecidas e que possuam propriedade no segmento. 

A expectativa neste tipo de ação é criar um ambiente, onde o consultor, o cliente e a empresa especialista se beneficiam com a parceria.

A PariPassu foi a primeira empresa brasileira a desenvolver um sistema de rastreabilidade para alimentos e acumula mais de 15 anos de experiência.

Se você possui dúvidas sobre como nossas soluções podem melhorar o processo de rastreabilidade de seus clientes, consulte a nossa equipe de especialistas!

3. Acompanhar

Você já orientou o seu cliente sobre quais processos ele precisa registrar para garantir a rastreabilidade dos alimentos e também indicou qual a melhor ferramenta para que isso aconteça, agora chegou o momento de monitorar para garantir que tudo esteja funcionando da melhor forma possível.

Se a operação de recebimento e vendas do seu cliente for diária, por exemplo, o controle de rastreabilidade deve ser dinâmico e acompanhar a frequência dessa operação. Só assim é possível saber exatamente o caminho percorrido por aquele alimento até chegar à mesa do consumidor.

Incentive o seu cliente não apenas a ter a rotina diária de registros, mas também mostre que a análise do compilado dessas informações pode fornecer insights importantes para melhorar a gestão do negócio da empresa.

Por exemplo, um relatório de volume processado por lote pode indicar qual o fornecedor apresenta um melhor rendimento para uma indústria. Já para um distribuidor, a simples clareza das datas de recebimento e validade dos itens, pode evitar muitos reais desperdiçados.

Esses relatórios podem ser estruturados por você ou pela equipe do cliente, mas com certeza o processo se torna mais eficiente se utilizarmos a tecnologia como aliada, já que existem soluções específicas para entregar indicadores e relatórios em tempo real e com poucos cliques.

Na etapa de acompanhamento, não deixe também de testar o sistema de rastreabilidade implantado!

Juntamente com a equipe de operação, realize exercícios de rastreabilidade e recall: escolha lotes aleatórios de produtos em diferentes etapas do processo e tente reconstruir toda a história daquele alimento até aquele ponto, com datas e quantidades específicas.

  • Quanto tempo você levou para chegar nessas informações? 
  • Onde estão os obstáculos no processo que requerem melhorias? 

Para que você acesse esses dados de forma mais rápida e para que o seu cliente esteja preparado para dar uma resposta ágil em casos reais de não conformidade.

Se a resposta dessas perguntas não parece tão simples para você, não se preocupe, nós podemos ajudar! 

Considerar a implantação de um sistema de Rastreabilidade e Recall pode ser o próximo passo na relação Consultor X Cliente que você precisa dar para garantir resultados melhores e agregar valor ao serviço prestado na sua consultoria. Conte com a gente! 

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