Alimento com Propósito e a Rastreabilidade como agente de Desenvolvimento da Agricultura

Está sem tempo para ler? Então escute este áudio e fique por dentro do assunto!

Os alimentos promovem o encontro das pessoas. Nos reunimos ao redor da mesa, no café da manhã, no almoço, em um lanche e a noite.

As comemorações e celebrações pressupõem uma mesa repleta de alimentos saudáveis, saborosos, que saciam inicialmente pelo olhar, atendendo a uma estética de cores e formas acrescidas de cheiro, mas que se completam de fato ao sentirmos o gosto, o sabor e o prazer pelo paladar.

O alimento mistura bem-estar com sobrevivência e, com a evolução da ciência e o aumento da perspectiva de vida dos seres humanos, temos uma inclusão positiva para mais pessoas experimentando diferentes formas e tipos de alimentos.

Dados atuais da Cadeia Produtiva de Alimentos

O setor de alimentos e a agricultura são, no mundo todo, os maiores empregadores, apesar da baixa renda e o grande êxodo do campo para as cidades. E, temos ainda praticamente um terço de toda a produção global desperdiçada, sendo que cerca de 800 milhões de pessoas se encontram com desnutrição crônica e a população esperada para 2050 é de cerca de 10 bilhões de pessoas.

Se trata de uma equação desafiadora, porém motivadora! Temos soluções, tecnologia, ferramentas, capacidade, conhecimento e vontade para mudar a relação e a modernizar a agricultura.

Educação e Tecnologia no Desenvolvimento da Agricultura

Precisamos acelerar a transformação do setor de alimentos e, na experiência PariPassu, dois aspectos basilares são imprescindíveis: educação e tecnologia. Provavelmente nesta ordem.

Também em todos estes anos de contato e vivência com cenários dos mais diversos, percebemos que a rastreabilidade, não como obrigação, mas como meio de transformação, é um caminho interessante e de baixo custo para aproximar a tecnologia no campo, catalisar a implantação de processos, controles e mudar a cultura de gestão.

Acreditamos inclusive que a rastreabilidade, contribui, quando incorporada de forma sistematizada à organização, ao desenvolvimento sustentável do negócio, levando a um modelo de negócio mais profissional, que acessa novos e diferentes segmentos de mercado, proporcionando inclusão e segurança, neste caso não do alimento, mas do negócio, por um equilíbrio na concentração da receita de quem vende e de quem compra.

De acordo com o Word Economic Forum, “rastreabilidade é mais do que transformar o invisível em visível. Rastreabilidade pode potencialmente facilitar a compreensão do ambiente, da economia, saúde e aspectos sociais e seu impacto nos processos do agronegócio, inclusive possibilitando calcular o verdadeiro custo do alimento, o qual pode ajudar a atender a demanda do consumidor por transparência.”

Se conduzida de forma correta e orientada para um valor genuíno de mudança da cultura do fazer, a rastreabilidade, sem nenhuma sombra de dúvida, ajudará a incrementar o retorno do produtor, o acesso ao mercado e oportunidades de acesso a capital  como agente de desenvolvimento da agricultura.

Aceleração do Impacto positivo do Sistema de Produção

Abaixo alguns dos aspectos que mais nos chamam a atenção na adoção de rotinas de controles para a implantação da rastreabilidade:

  • 1. Mapeamento do fluxo do produto dentro da unidade do packing house: a sugestão, antes de iniciar um processo de rastreabilidade, é mapear por onde entra, processa e despacha o produto ou produtos. Neste primeiro exercício surgirão dúvidas do fluxo de operação da unidade e imediatamente a oportunidade de revisá-lo:
  • 2. Identificação dos Responsáveis: compreendido e desenhado o fluxo da mercadoria, precisamos identificar no time de operação, ou seja, quem são os líderes e sua equipe, responsabilidade e os controles que deve executar. Os líderes são responsáveis por entregar os indicadores de desempenho da área e garantir a qualidade da informação registrada. Os registros são a base da rastreabilidade e a evidência necessária para qualquer questionamento que ocorra sobre o produto;

  • 3. Educação: entenda educação como treinamento e capacitação. Entre o que falamos, ouvimos e agimos tem sempre distâncias assustadoras de compreensão. O ritmo de treino é que aumenta a probabilidade de eficiência do time e o melhor resultado no final do dia. Outro fator importante neste requisito, é que as gerações mais novas estão mais atentas a valores qualitativos, vinculados ao propósito do negócio e a educação é um deles, independente da qualificação do profissional.

Faça uma reflexão sobre os pontos acima e avalie se a sua empresa atende algum deles.

Neste ambiente, o encaixe das soluções PariPassu são simples e entregam um valor claro e quantificável.

É importante compartilharmos com a indústria do Agro, que nós da PariPassu temos trabalhado de forma incansável para a modernização da agricultura, encontrando formas de integrar, automatizar e democratizar a tecnologia que desenvolvemos.

Nós todos, da produção a comercialização de perecíveis, ainda vivemos a lógica do compliance, ou seja, a adoção da rastreabilidade por obrigatoriedade legal ou comercial. Se persistirmos, transpassaremos a linha do “fiz porque me mandaram” para o “impossível ficar sem este controle no meu negócio”. A barreira do desenvolvimento, por incrível que pareça, é o próprio ser humano!

Nos próximos conteúdos entrarei em detalhes da operação do caderno de campo, da rastreabilidade e do monitoramento da qualidade dos alimentos, seguindo esta sequência, a mesma da cadeia de abastecimento, sempre tendo claro a lógica sistêmica das relações. Ou seja, como um produtor uma vez me falou: “se um pisa no tomate, todos escorregam!”

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