Será que a prevenção de perdas nos supermercados vai morrer?

Em 2020, o setor supermercadista registrou 1,79% de perdas sobre o faturamento bruto (ABRAS, 2021). Pode parecer pouco quando falamos em percentual, porém, basta observar o número em reais para entendermos a dimensão do problema: foram 7,6 bilhões de reais que se transformaram em perdas, entre produtos perecíveis e não perecíveis.

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Quando observamos o panorama dos produtos perecíveis, as seções mais representativas em número de perdas são as frutas, legumes e verduras (FLVs) (5,25%), Rotisseria e Comidas Prontas (4,32%) e, em terceiro lugar, a seção de padaria e confeitaria (2,74%). Ainda, no número de produtos perecíveis, cerca de 37,4% foram perdidos por validade vencida, e 37,4% foram produtos impróprios para venda.

Então, a pergunta é: a prevenção de perdas no varejo vai morrer? Com base em todos esses dados, definitivamente não. 

É visível a necessidade de elaborar cada vez mais os processos de prevenção de perdas dentro dos setores dos supermercados por motivos financeiros, e também, sustentáveis.


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Além disso, o número de supermercados aderindo a processos de prevenção de perdas, e construindo setores para isso, não para de crescer. De acordo com a pesquisa da ABRAS, em 2013, 28% dos supermercados entrevistados possuíam área específica de prevenção de perda. Já na pesquisa de 2020, esse número sobe para 72% dos entrevistados.

Mas quais são e como ocorrem, de fato, essas perdas?

Tipos de perdas

As perdas ocorrem por causas diversas: comerciais, administrativas, de produtividade, financeiras e operacionais, sendo essa última a mais representativa no volume total de perdas.

As perdas operacionais estão relacionadas a problemas de armazenamento, como temperatura e umidade, exposição no ponto de venda, ou movimentação inadequada de produtos, falhas no recebimento de mercadorias e operação de check-out.

Por isso, o objetivo do trabalho da prevenção de perdas não é somente no controle de qualidade, mas principalmente na melhoria do desempenho operacional.

Recapitulando: a prevenção de perdas dentro dos supermercados é uma área que deve ser tratada com prioridade. Os principais benefícios que você vai ter ao possuir processos de prevenção de perdas bem estruturados são:

  • Evitar desperdícios;
  • Agir de forma sustentável;
  • Ter controle sobre o ranking de setores que mais apresentam perdas (e assim, saber onde agir);
  • E , principalmente, evitar prejuízos no faturamento.

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Por que começar a prevenção de perdas agora mesmo

Faça uma reflexão: se alguém te perguntasse hoje, neste exato momento, você saberia responder quanto dinheiro foi desperdiçado devido às perdas?

Caso tenha respondido “não”, é essencial que você comece logo a estruturar um processo de verificação para controlar e mensurar as perdas. Avalie seus processos, estabeleça novos, defina padrões para ter controle sobre o prejuízo! Para te ajudar nesse caminho, elaboramos um guia que contém todas as informações que você precisa saber para implantar essa rotina na sua empresa, e você pode baixá-lo gratuitamente aqui:

Guia de Prevenção de perdas no varejo

 

Agora, se a sua resposta foi “sim”, é importante avaliar: tenho o total controle de onde essas perdas aconteceram? Sei identificar os motivos? Sei exatamente quem ou qual setor é responsável por esse problema?

Por último, avalie se você tem os meios para resolver ou amenizar a situação. Um controle automatizado com checklists, relatórios personalizados, padrões, gestão de fornecedores, dentre outros pode proporcionar acesso rápido a essas informações, para que esses dados se transformem em indicadores reais que te ajudam a enxergar qual caminho seguir para prevenir estas perdas.


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