Crescimento da indústria de alimentos: tendências, desafios e números

13 dezembro 2023

Índice

Compartilhe este artigo

Alguns temas se tornaram bastante frequentes no debate em torno da indústria de alimentos no Brasil e no mundo. A busca por produtos de qualidade faz parte da tendência de consumo consciente dos últimos tempos.

more

A preocupação em garantir uma boa política de resíduos e o investimento em outras práticas sustentáveis na indústria de alimentos e no varejo também já são comuns no dia a dia de gestores da área. 

Todos esses fatores estão diretamente relacionados às tendências da indústria de alimentos e de bebidas, fundamentando com mais critério as Boas Práticas de Fabricação e as legislações específicas do setor. E, para se destacar neste mercado, é indispensável ficar atento às mudanças.

É disso que falaremos neste conteúdo, ilustrando o crescimento da indústria de alimentos a partir de números expressivos do Brasil e do mundo. Veja também quais são os principais desafios desse segmento e como superá-los por meio da tecnologia. Vamos lá!

 

Indústria de alimentos: números expressivos para análise 

Estruturar de maneira estratégica os processos internos na indústria de alimentos exige se aprofundar nas tendências de crescimento do setor. Para tanto, é essencial estar por dentro dos números que demonstram a expansão desse segmento. 

Sabemos, por exemplo, que a indústria brasileira de alimentos e bebidas representa uma parcela significativa do PIB nacional (10,8%), gerando empregos formais e diretos em larga escala no país (1,8 milhão). Além disso, o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos industrializados no mundo, abastecendo cerca de 190 nações.

Esses números são relativos ao ano de 2022 e foram levantados pelo balanço anual da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Ainda segundo a Abia, a indústria de alimentos processa cerca de 58% da produção agropecuária do país. As vendas do setor industrial, inclusive, cresceram cerca de 3,7% em 2022 na comparação com o ano anterior.

Em termos de faturamento, esse aumento foi de 16,6%. Já em termos produtivos, o crescimento foi de 2,5% em comparação com 2021. Em relação ao faturamento total, o setor de alimentos rendeu R$ 898,4 bilhões, enquanto o de bebidas rendeu R$ 177,0 bilhões.

Esse cenário expansivo se estende também em escala global. Consultorias especializadas demonstram que a produção global de alimentos cresceu cerca de 11,1% de 2020 para 2021, com destaque para os segmentos de alimentos e bebidas, massas, padaria e moagem, confeitaria e lanches.

Relacionando essas perspectivas de crescimento ao manejo dos processos internos na indústria e varejo, ressaltamos a importância de estar atualizado. Dessa forma, é possível adotar estratégias  operacionais que sejam de encontro ao mercado. 

Afinal, não há como acompanhar as tendências da indústria de alimentos e de bebidas sem a implementação de processos internos mais criteriosos. A adoção de ferramentas de automação e checklists digitais, otimizam as rotinas dos setores de Gestão da Qualidade e Segurança dos alimentos, permitindo trabalhar de maneira mais fluida, diminuindo custos de coleta e registros de informações operacionais, trazendo à vista os pontos de controle da operação. O que contribui para um rápido resultado da empresa e consequentemente, para a expansão do setor.

Aproveite e entenda como funciona um checklist digital e quais são os ganhos para a indústria de alimentos.

 

Panorama da indústria de alimentos no Brasil

No tópico anterior já trouxemos alguns números gerais que demonstram a expressividade da indústria de alimentos no Brasil. Os dados levantados pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) mostram que o Brasil é capaz de produzir com qualidade, segurança e sustentabilidade, pois é um país que investe constantemente em tecnologia e inovação para otimizar processos de ponta a ponta na cadeia agroalimentar.

Além de extensa e representativa, a indústria de alimentos no Brasil engloba uma ampla diversidade de produtos, como carne, leite, cereais, FVL e bebidas em geral, com forte tradição também na produção de alimentos orgânicos e sustentáveis. Os números trazidos no Balanço 2022 da Abia reforçam essas tendências.  Alguns destaques são:

  • O Brasil é o 1º produtor e exportador mundial de suco de laranja e açúcar; 
  • O Brasil é o 2º produtor e 1º exportador mundial de carne bovina e carne de aves; 
  • O Brasil é o 2º exportador mundial de café solúvel;
  • O Brasil é o 2º produtor mundial de bombons e doces;
  • O Brasil é o 2º exportador e 3º produtor mundial de óleo de soja;
  • O Brasil é 4º exportador e 4º produtor mundial de carne suína.

Para você ter uma ideia de como essa produção se divide em termos territoriais no país, pontuamos quais são os alimentos mais produzidos por região:

  • Sul: a produção de soja é a mais significativa, mas também são bastante cultivados o milho, a cana-de-açúcar e o algodão;
  • Sudeste: os setores mais representativos são o agropecuário, a produção de cana-de-açúcar e de carne bovina, além do café e da fruticultura;
  • Nordeste: a cultura mais representativa é o hortifruti, além do cultivo de cana-de-açúcar e soja;
  • Centro-Oeste: região essencialmente agrícola, respondendo por grande parte da produção de grãos no Brasil, como soja, milho e arroz;
  • Norte: em alguns estados é mais forte a produção de soja, milho e gado, enquanto outros se valem da produção de frutas e peixes.

 

Perspectivas para a indústria de alimentos em 2024

As tendências da indústria de alimentos e de bebidas já vêm sendo desenhadas há alguns anos, conforme a pauta do consumo consciente vai se expandindo entre os consumidores.

Para além dessa questão, as novas tecnologias de otimização da cadeia agroalimentar também configuram as tendências neste setor. Podemos resumi-las conforme os seguintes grupos de alimentos: 

  • Alimentos vegetais, devido ao aumento da população vegetariana e vegana;
  • Alimentos regionais, onde se explora cada vez mais a gastronomia local, associada à culinária específica de certas regiões do país;
  • Alimentos circulares com o “desperdício zero”, que  contribui assim para uma lógica de produção e consumo mais sustentável;
  • Alimentos regenerativos, que acompanham a tendência da produção consciente. O foco não é mais “o que se coloca no prato”, mas sim o modo como esses alimentos são produzidos e os impactos socioambientais que geram.

Nesse sentido, não só os gestores da indústria de alimentos, mas também os donos de varejo e seus fornecedores devem estar muito atentos às tendências de consumo da população e à lógica de produção consciente.

Somente assim todos os pilares da cadeia agroalimentar conseguirão avançar seus negócios de forma escalável e em conformidade com as novas demandas do mercado. Não à toa, processos internos, como a auditoria de fornecedores, passaram a ter mais importância dentro das empresas, que priorizam parceiros alinhados com tais tendências. 

Entenda a importância de selecionar as melhores parcerias para o seu negócio e veja como a tecnologia ajuda você a auditar seus fornecedores.

 

Desafios da indústria de alimentos 

Apesar de as tendências de crescimento na indústria de alimentos e bebidas estarem bastante claras, elas carregam consigo alguns aspectos que nem todos gestores conseguem perceber.

Tratam-se de alguns desafios relacionados, sobretudo, às alterações climáticas que interferem na cadeia produtiva, bem como às mudanças nas legislações do ramo e à necessidade de adotar suporte tecnológico para suprir e monitorar a demanda. 

Para produzir toneladas de alimentos, a indústria precisa alavancar sua produção em relação ao que é produzido atualmente. Todo esse crescimento implica no aumento de gastos com energia e acaba culminando em mais resíduos, o que afeta água e solo. Sem falar na questão do desperdício.

Portanto, investir em boas estratégias de prevenção de perdas é essencial para gerenciar estrategicamente o ramo de alimentos no contexto atual. Ao evitar o desperdício, a indústria garante uma boa relação com a comunidade na qual a empresa está inserida.

Vale lembrar também que conservar a biodiversidade, gerir de forma adequada os recursos hídricos e diminuir o desmatamento são alguns dos pontos abordados pelo padrão ESG atual.

 

Relação entre indústria de alimentos e controle de qualidade 

Ofertar um produto de qualidade é uma tendência que nunca sai de moda. Além de alimentos livres de resíduos de contaminantes químicos, metais pesados e microrganismos prejudiciais à saúde humana, a qualidade do produto ou serviço oferecido pela indústria está relacionada com a satisfação do cliente.

Não à toa, normas específicas – como a ISO 9001:2015 – descrevem os princípios de Gestão da Qualidade para orientar as indústrias em sua lógica de produção. Assim, todos os envolvidos no processo saem ganhando: o setor fica mais competitivo no mercado e a população tem acesso a produtos de excelência e a serviços diferenciados.

Entre os princípios que baseiam a Gestão de Qualidade na indústria de alimentos podemos destacar:

  • Foco na satisfação do cliente;
  • Liderança horizontal e humanizada;
  • Engajamento dos colaboradores;
  • Processos automatizados e inovadores;
  • Decisões baseadas em indicadores sólidos;
  • Gestão adequada e criteriosa de fornecedores;
  • Ajustes e melhorias contínuas nos processos.

Ter atenção a esses aspectos possibilita acompanhar as tendências de crescimento da indústria de alimentos e se adaptar às novas demandas do mercado sem grandes dificuldades.

Se você também está por dentro desse contexto e quer otimizar processos internos para crescer de forma escalável e sustentável, não deixe de investir em suporte tecnológico e de se aprofundar nas legislações do setor. Assim, é possível aprimorar cada vez mais sua Gestão de Qualidade e Segurança na indústria de alimentos.

Quer saber mais sobre o assunto? Entenda o que mudou no Decreto 10.468 (RIISPOA) e o que diz a legislação sobre o uso de sistemas informatizados na indústria alimentícia.

Este artigo foi útil para você?

Sim
Não
Obrigado pelo seu feedback!

Artigos semelhantes

Homologação de Fornecedores Chave para qualidade na Indústria de Alimentos
4 maio 2026

Homologação de Fornecedores: Chave para qualidade na Indústria de Alimentos

30 março 2026

Como evitar riscos operacionais em indústria de alimentos (clone)

8 setembro 2025

Tudo que você precisa saber sobre Gestão de Fornecedores

Conteúdo
Exclusivo

Fique por dentro de soluções, tendência e boas práticas na cadeia agroalimentar.

Cadastre-se