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O que o coronavírus tem a ver com a segurança do alimento?

Está sem tempo para ler? Sem problemas! Preparamos um player para você ouvir este conteúdo e ficar por dentro do assunto.

Não se fala de outro assunto. O coronavírus, ou COVID-19, está afetando o mundo inteiro, e os impactos não poderiam ser diferentes na cadeia produtiva de alimentos.

De acordo com a Financial Express, as indústrias de alimentos e distribuidoras já estão sob forte pressão devido ao aumento dos custos de transporte.

Para exemplificar melhor esse cenário, a Cielo publicou o impacto do COVID-19 no Varejo Brasileiro de faturamento, apresentando uma queda significativa no setor de Turismo e Transporte e um aumento considerável de faturamento em Supermercados e Hipermercados . Esses dados não incluem o Carnaval em nenhum dos dois anos (2019 e 2020). Observe abaixo:

Imagem: Crescimento do Faturamento Nominal – Brasil.
Fonte: Cielo | ICVA – Índice Cielo do Varejo Ampliado.

Por conta disso, supermercados e restaurantes sentiram um aumento considerável da necessidade de monitoramento e rastreabilidade dos seus suprimentos para desenvolver fornecedores que tenham uma boa gestão de estoque para atender de forma mais segura seus clientes, abastecer supermercados, restaurantes e conter o aumento dos preços. 

Mas afinal, o que isso tem a ver com segurança do alimento?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu recomendações de precaução, incluindo conselhos sobre como seguir boas práticas de higiene durante o manuseio e a preparação de alimentos, como lavar as mãos, cozinhar a carne e evitar uma possível contaminação cruzada entre alimentos cozidos e não cozidos. 

Em nosso blog já comentamos sobre estes assuntos e, se você se preocupa com a higiene e segurança dos alimentos, já deve aplicar alguns pontos que vamos abordar por aqui e conseguirá obter respostas rápidas com riscos mínimos.

Nesse texto, abordaremos as principais dúvidas levantadas pelos nossos especialistas sobre o assunto e daremos dicas de como monitorar alguns pontos críticos para evitar uma possível contaminação do alimento.

Mas antes, conheça como surgiu, quais os principais sintomas e como é transmitido o coronavírus. Confira:

Afinal, o coronavírus (COVID-19) pode ser transmitido através dos alimentos?

Acredita-se que a origem do COVID-19 (coronavírus) seja animal, mas a fonte exata ainda não é conhecida. Por isso, os coronavírus são mais comumente transmitidos entre pessoas.

Sinais comuns do coronavírus incluem sintomas respiratórios, como febre, tosse, falta de ar e dificuldades respiratórias. Em casos mais graves, a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até morte. 

De acordo com a USDA, ainda não temos conhecimento de nenhum relato de coronavírus transmitidos por alimentos ou suas embalagens. Porém, quando se trata de um assunto tão importante como a segurança do alimento, é preciso observar alguns comportamentos e hábitos que podem influenciar diretamente ou indiretamente na transmissão do coronavírus, como grandes circulações em supermercados e restaurantes, que aumentam as chances de contaminação.

Um dos principais motivos para essa preocupação é que a indústria de alimentos está se tornando gradativamente mais orientada para o consumidor e precisa de tempos de resposta mais rápidos para lidar com contaminações e incidentes de alimentos, como no caso do coronavírus (COVID-19).

A Federação Nacional de Empresas Independentes afirma que 42% das empresas observaram vendas mais lentas, enquanto 39% estão passando por interrupções na cadeia de suprimentos. Esse cenário reflete em proprietários com uma maior conscientização e em busca por alternativas que possam diminuir o impacto como problemas na cadeia de suprimentos e perda de vendas no setor alimentício.

Por conta disso,  Elizabeth Bradley, MD, nutricionista clínica e diretora médica do Centro de Medicina Funcional da Cleveland Clinic, afirma que frutas e vegetais frescos apoiarão o sistema imunológico e a saúde intestinal durante este período desafiador. Portanto, no próximo pedido para o estoque do seu supermercado ou restaurante,  lembre-se de solicitar produtos frescos para manter o sistema imunológico dos seus clientes forte e saudável.

SAIBA MAIS: Checklist de exposição para o Hortifrúti.

Nesse momento, o seu diferencial e vantagem competitiva na cadeia produtiva de suprimentos é pensar na segurança e qualidade do alimento.

Esse cuidado reflete em preocupar-se com todos os possíveis contatos de exposição e riscos para o consumidor, passando pelas análises e inspeções de amostragem de produtos agrícolas, até as boas práticas agropecuárias e industriais e a rastreabilidade de alimentos.

Tudo isso contribui para a melhoria dos processos ao longo da cadeia e facilita o controle de qualidade e segurança do alimento.

BAIXE AGORA: Guia de HACCP (análise de perigo e pontos críticos de controle).

Para te ajudar nesse momento delicado, a tecnologia pode ser uma grande aliada, colaborando para o aumento de produtividade devido a detecção rápida de gargalos, otimização do uso de insumos e facilidade de comunicação entre o produtor, técnico e seus funcionários.

Agora que você já sabe como o coronavírus pode influenciar na qualidade e segurança do seu alimento, descubra abaixo como ele é transmitido e como evitá-lo.

LEIA TAMBÉM: 10 dúvidas mais comuns entre consultores sobre rastreabilidade.

A melhor forma de combater o coronavírus é prevenir-se. Nos próximos tópicos, falamos como ele geralmente é transmitido e como você pode proteger o seu estabelecimento:

Como prevenir o coronavírus e manter a segurança dos alimentos?

Todos que lidam com a cadeia produtiva de alimentos devem lembrar-se de que possuem responsabilidades específicas com relação à legislação alimentar e devem manter práticas de higiene adequadas o tempo todo.

Atualmente, não há vacina para prevenir a doença de coronavírus (COVID-19), por isso a melhor maneira é evitar a exposição ao vírus. Isso impacta diretamente a segurança do alimento do controle sobre a produção, processamento, estoque e distribuição.

Confira abaixo as principais formas de transmissão do coronavírus:

Transmissão de coronavírus de forma direta

Através do contato com os fluidos corporais de uma pessoa infectada. Por exemplo, gotículas de tosse ou espirro próximos quando estamos nos alimentando em um restaurante.

Por exemplo, é possível que os trabalhadores de alimentos de um restaurante estejam infectados e possam introduzir vírus nos alimentos em que estão trabalhando, tossindo e espirrando, ou através do contato manual, a menos que sigam estritamente boas práticas de higiene pessoal.

Transmissão de coronavírus de forma indireta

Através do contato com superfícies nas quais uma pessoa infectada teve contato, como por exemplo, superfícies da empresa de alimentos onde trabalhadores ou clientes infectados tiveram contato.

Estudos avaliados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou, até mesmo, vários dias. Isto pode variar e depende das condições do local, do clima e da umidade do ambiente.

Por isso, é importante manter um procedimento frequente de higienização dos ambientes comuns e criar consciência, prevenir-se e perceber os sinais a tempo, ainda mais quando estamos lidando com a cadeia produtiva de alimentos.

LEIA TAMBÉM: Descomplicando as Boas Práticas de Fabricação – BPF.

10 passos para tornar os alimentos mais seguros do coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda boas práticas para reduzir a exposição e a transmissão do coronavírus. Confira algumas delas:

  1. Todos os colaboradores devem higienizar corretamente mãos e braços, com água e sabão ou álcool 70%, utilizando toalhas de papel para secar-se;
  2. Mantenha álcool 70% também disponível para seus clientes em pontos críticos (próximo aos caixas e em áreas onde eles se servem ou manipulam alimentos com frequência);
  3. Consulte e relembre os procedimentos de Boas Práticas já estabelecidos na sua empresa para a manipulação de alimentos, em especial, aqueles que previnem a contaminação cruzada;
  4. As superfícies tocadas por clientes e funcionários devem ser periodicamente limpas e desinfetadas com desinfetante contendo 1.000 mg/L de cloro ou desinfetante de 500 mg/L de dióxido de cloro por 30 minutos, e depois com água limpa. Isso inclui mesas, bancadas, gôndolas, carrinhos, maçanetas, interruptores de luz, bancadas, banheiros, torneiras, pias;
  5. Atentar para a circulação de pessoas na empresa, evitando filas, aglomerações e mantendo os ambientes ventilados, limpos e organizados, tais como o estoque de alimentos;
  6. Comunique-se com os seus clientes! Além de reforçar os cuidados com a saúde de todos, é importante aliar uma boa gestão de estoque com a comunicação clara no ponto de venda para evitar desabastecimento;
  7. Colaboradores que apresentem os sintomas da doença, devem permanecer em casa e buscar tratamento.
  8. Para saber mais medidas a fim de evitar a disseminação do coronavírus, acesse o site oficial do Ministério da Saúde.

Além disso, é importante não permitir que o funcionário vá trabalhar se estiver com sintomas. Por isso, a equipe deve perceber e relatar qualquer sinal e sintomas físicos.

LEIA: Como melhorar a gestão da qualidade do seu restaurante?

ACESSE TAMBÉM: nosso Kit-Prevenção Coronavírus (segurança do alimento). Preencha com seus dados e receba em seu e-mail.

Lembre-se: segurança do alimento em primeiro lugar!

O coronavírus, ou COVID-19, tem tudo a ver com a segurança do seu alimento e você também é responsável!

As recomendações para impedir a propagação da infecção incluem lavar regularmente as mãos, cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar, além de manusear e cozinhar bem os alimentos. Uma boa higiene e limpeza também são importantes para evitar a contaminação cruzada! 

Continue acompanhando nossos conteúdos com dicas para garantir a confiança, a segurança e a qualidade do alimento!

Gostou do nosso conteúdo? Aproveite e baixe agora mesmo o nosso Kit Boas Práticas para a Segurança de Alimentos.

Conte com a PariPassu para ajudá-lo. Se a sua empresa precisa de apoio para tornar os processos internos mais seguros, nós podemos ajudar! Entre em contato através deste link com um de nossos especialistas e compartilhe este artigo.

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