Salada de Conceitos para a Boa Prática da Saúde

O assunto segurança do alimento ganhou expressiva notoriedade e espaço nobre na mídia, no Brasil e no mundo. Ter acesso a informação e garantia da sanidade do produto se transformou em obrigação na cadeia de abastecimento e ao consumidor final.

Neste processo existem confusões e/ou parcialidade das informações que acabam dificultando um entendimento uniformizado. É fundamental entendermos, de forma sistêmica, as relações interdependentes da sociedade em rede.

Nossa prioridade no segmento de alimentos, da produção ao consumo, é conectar as extremidades com propósitos comuns.

É difícil esgotar ou explicar o complexo assunto em textos que atendam a diversidade do conhecimento público, porém, vale a pena entender, e bem, abaixo listamos alguns aspectos básicos consultados na internet. Por exemplo:

Toxicidade: é a medida do potencial tóxico de uma substância. Para se avaliar a toxicidade de uma substância química, é necessário conhecer um conjunto de fatores, exemplo, tipo de efeito, a dose para produzir o efeito, informações sobre as características ou propriedades da substância, informações sobre a exposição e o indivíduo. A toxicidade de uma substância pode ser classificada de várias formas:

Aguda: é aquela em que os efeitos tóxicos são produzidos por uma única ou por múltiplas exposições a uma substância, por qualquer via, por um curto período, inferior a um dia. Geralmente as manifestações ocorrem rapidamente.

Subcrônica: é aquela em que os efeitos tóxicos em animais produzidos por exposições diárias repetidas a uma substância, por qualquer via, aparecem em um período de aproximadamente 10% do tempo de vida de exposição do indivíduo ou alguns meses.

Crônica: é aquela em que os efeitos tóxicos ocorrem após repetidas exposições, por um período longo de tempo, geralmente durante toda a vida do indivíduo ou aproximadamente 80% do tempo de vida. Fonte: Portal Fiocruz

Rastreabilidade:  surgiu devido à necessidade de saber em que local é que um produto se encontra na cadeia logística sendo também muito usado em controle de qualidade.

Segundo Dyer (1966) quando citado por Juran et al. (1970, p. 280) este conceito representa a capacidade de traçar o caminho da história, aplicação, uso e localização de uma mercadoria individual ou de um conjunto de características de mercadorias, através da impressão de números de identificação. Ou seja a habilidade de se poder saber através de um código numérico qual a identidade de uma mercadoria e as suas origens. Fonte: Wikipédia

Certificação: é a declaração formal de “ser verdade”, emitida por quem tenha credibilidade e tenha autoridade legal ou moral. Ela deve ser formal, isto é, deve ser feita seguindo um ritual e ser corporificada em um documento.

A certificação deve declarar ou dar a entender, explicitamente, que determinada coisa, status ou evento é verdadeiro. Deve também ser emitida por alguém, ou alguma instituição, que tenha fé pública, isto é, que tenha credibilidade perante a sociedade. Essa credibilidade pode ser instituída por lei ou decorrente de aceitação social. Fonte: Wikipédia

Análise Laboratorial: é o ramo de conhecimento que trabalha com o estudo de alguma substância de forma a coletar dados e apontar diagnósticos a respeito da situação do item analisado ou avaliado, por exemplo, um paciente. Essas análises ocorrem em uma amostra que pode refletir o resultado do todo ou se aproximar do resultado do todo.

Qualidade: é o grau de utilidade esperado ou adquirido de qualquer coisa, verificável através da forma e dos elementos constitutivos do mesmo e pelo resultado do seu uso. A palavra “qualidade” tem um conceito subjetivo que está relacionado com as percepções, necessidades e resultados em cada indivíduo. Diversos fatores, como a cultura, modelos mentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativas influenciam diretamente a percepção da qualidade.  Fonte: Wikipédia

Como mencionado no título deste post, nesta Salada de Conceitos é importante dosar os conceitos acima para que componham, de maneira harmônica, o alimento final.

Na PariPassu, temos trabalhado de forma educativa e persistente para a adoção de controles de rastreabilidade, da qualidade e os registros do campo para a identificação do alimento e possíveis falhas ao longo das etapas da cadeia de abastecimento.

Até este momento, o foco principal de atuação foi produto rastreado e monitorado para os resíduos de agrotóxicos. Lembrando que, o risco agudo, ou seja, imediato, de curto prazo, é baixo. Isto significa que nenhum ser humano morrerá de um dia para o outro se comer um hortifrúti que eventualmente tenha resultado não conforme na análise laboratorial.

No entanto, o risco crônico, isto é, no longo prazo, é alto para os resíduos de agrotóxicos no ambiente e nas pessoas onde é utilizado com maior frequência. Existe um ponto de atenção, claro e conhecido, que precisa obrigatoriamente ser trabalhado, principalmente quando não existe atenção com os mecanismos de segurança de uso.

A certificação é mais um elemento que, através de uma terceira parte executora, atesta baseado em uma listagem de perguntas que processos e controles funcionam, são verdadeiros e confiáveis.

O conjunto destas práticas de verificação e os aspectos específicos de cada negócio, quando identificados e monitorados, para a segurança das equipes envolvidas, do ambiente, do alimento e do consumidor final, juntos tem como resultado a qualidade.

ANVISA – Relatório Resíduos Agrotóxicos em Alimentos 

No dia 25 de novembro, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou o Relatório sobre os Resíduos de Agrotóxico em Alimentos, mudando a forma de apresentação dos resultados. Nos anos anteriores a divulgação estava orientada ao produto e sua conformidade e, desta vez, ficou orientada para o tipo de toxicidade dos produtos analisados.

As duas formas são corretas, porém ambas precisam ser avaliadas e comunicadas a sociedade, com cautela.

E mais, precisam preferencialmente estar vinculadas ao processo de rastreabilidade e certificação, em um modelo progressivo, que evolua para a adoção de boas práticas, que garantam um padrão definido de qualidade.

Muita atenção nesta hora: vamos trabalhar para convergir resultados. Juntos!

No fim, o que todos precisamos é de mais eficiência para que o resultado econômico, social e ambiental seja melhor.

Funciona desta forma e temos bons exemplos e resultados para contar.

Aqui em nosso blog, você acessa diferentes conteúdos sobre importantes assuntos do mercado de alimentos, acompanhe! Toda semana tem novidade.

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