Os benefícios do Padrão GS1 para identificação de FLV

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Você sabe como os diferentes códigos GS1 podem automatizar processos dentro da cadeia de abastecimento? O padrão GS1 para identificação de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) é um sistema de código de barras adotado globalmente por empresas buscando mais eficiência na automação de processos em diversos segmentos, inclusive no setor de hortifrúti.

O varejo vem sofrendo mudanças significativas na relação com seus clientes e fornecedores: os supermercados, por exemplo, estão investindo na padronização de procedimentos importantes como inspeções de qualidade no setor de hortifrúti. Por sua vez, o consumidor final, junto a legislações atuais, têm solicitado cada vez mais transparência no processo de produção das frutas, verduras e legumes que consome.

Os códigos de barras da GS1 – administrado no país pela GS1 Brasil – são protagonistas quando o assunto é padronização e automação de processos. Na produção e distribuição de FLV, existem diferentes tipos de códigos utilizados para cada elo. Enquanto o EAN/PLU dá agilidade ao Ponto de Venda (PDV), o GS1-128 é o padrão ideal para operações logísticas.

No varejo é comum encontrar dificuldades em implementar processos eficientes para identificação dos produtos. Esses entraves estão presentes no cotidiano dos Pontos de Venda (PDVs), por isso a GS1 desenvolve códigos para otimizar o tempo de conferência, reduzir perdas por erro humano e aumentar a produtividade nos processos.

Para que não restem dúvidas sobre esse assunto, vamos te ajudar a entender as particularidades de cada um dos códigos citados e apresentar Cases de Sucesso de redes de supermercados que utilizam padrões GS1 em suas operações.

EAN e PLU: Agilidade na captura de informações no PDV

O código EAN é utilizado em varejos em todo o mundo para identificar produtos comerciais com combinações específicas de 13 números. Cada combinação desses números permite gerar um código de barras que torna mais ágil o reconhecimento dos números através de uma leitura por um scanner com laser.

Já o código PLU é formado por quatro a cinco números. Ele é usado na identificação de produtos a granel. Além de permitir identificação do produto no PDV, esse código também pode trazer algumas informações a respeito do cultivo do produto.

Quando uma etiqueta com código PLU possui uma combinação de apenas quatro números, este produto foi cultivado de maneira convencional. Em outro exemplo, séries numéricas com 5 dígitos iniciadas por 8 indicam que aquele produto provém de um cultivo de geneticamente modificado, porém quando iniciadas pelo numeral 9 entende-se que aquele produto procede de um cultivo orgânico.

Case Angeloni: como o Grupo tem otimizado sua gestão de fornecedores

Muito ouve-se falar sobre gestão de fornecedores e sua importância para o sucesso na administração de um varejo. Provavelmente você já se deparou com a seguinte dúvida: como deixar meu processo de pedidos e solicitações aos meus fornecedores ainda mais eficiente?

Nossa relação com profissionais do varejo mostra que existem desafios ao estabelecer uma comunicação clara, rápida e efetiva com seus fornecedores ao enviar pedidos de produtos. Cargas incompletas, pedidos atrasados ou falhas de comunicação são alguns dos problemas mais recorrentes.

Um exemplo prático de como contornar esses desafios é o Grupo Angeloni, parceiro da PariPassu, que realiza uma integração com o Sistema Rastreador utilizando o padrão GS1 EAN/PLU de identificação de FLV em sua operação, realizando os pedidos eletrônicos de mercadorias aos seus fornecedores de forma simples e padronizada.

O responsável pelo setor de compras lança os pedidos no sistema interno do varejo que, com a transmissão automática de dados (EDI), lança automaticamente as informações referentes ao pedido no sistema Rastreador dos fornecedores. O fornecedor recebe o aviso do pedido, vincula o código de rastreabilidade e volume do seu produto em estoque ao pedido do varejo, confirmando a requerimento de venda.

Com isso varejo e fornecedor ganham eficiência e segurança nas operações, garantindo mais agilidade ao processo logístico da empresa. Na imagem abaixo, temos um exemplo da tela visualizada pelo fornecedor ao receber o pedido do varejo:

Padrão GS1 de identificação para FLV

Com a palavra o nosso parceiro Alexandre, do grupo Angeloni, contando um pouco mais das suas percepções ao adotar um sistema automatizado:


“Foi um divisor de águas dentro da empresa. Antes, tínhamos um fluxo de processo manual e de difícil controle, mas quando passamos a fazer uso da nova ferramenta, passamos a administrar melhor o tempo, com melhor controle dos processos e visão on line, gerenciando a compra do início e fim, criando um fluxo e rotina com os produtores, conseguindo assim gerenciar e cumprir as normas legais de forma efetiva. Toda a cadeia passou a ter uma melhor gestão, com agilidade e precisão nas informações.”

Alexandre Kimura | Responsável Comercial FLV – Grupo Angeloni

GS1 – 128: eficiência nas operações logísticas

O padrão GS1-128 é uma simbologia alfanumérica e tem como diferencial o armazenamento de informações variáveis como número de lote e data de validade, por exemplo. Tratando-se de operações logísticas, é o código ideal pois aumenta a quantidade de informações automatizadas disponíveis para os setores envolvidos.

Os códigos de barras deste padrão são compostos por Chaves de Identificação e Identificadores de Aplicação (AI). As chaves mais relevantes para os operações de FLV são o GTIN – código que identifica cada item comercial – e o SSCC – que traz informações sobre a unidade logística. Os AI complementam as chaves e trazem informações variáveis ao código como quantidades, condições de carga, placa de veículo, entre outros.

Padrão GS1 de identificação para FLV

A utilização de sistemas que dispõem dos padrões de identificação GS1 garante uma comunicação clara e ágil entre os participantes da cadeia de fornecimento. Produtores e distribuidores utilizam softwares de rastreabilidade para gerar a etiqueta com código GS1-128, com objetivo de padronizar e garantir níveis de identificação mais eficientes em seus produtos.

Case: Padronização e ganho de eficiência com código de barras GS1 128

Uma grande rede de supermercados, cliente da PariPassu, realiza as inspeções de qualidade de produtos específicos utilizando o padrão GS1-218. Esta medida contribui com a diminuição de quebras e rupturas, redução de devoluções de mercadorias, garantindo o faturamento esperado.

Supermercados apostam na tecnologia e na automatização de processos para garantir uma tomada de decisão assertiva e ganho de eficiência. O padrão GS1 de identificação para FLV recebidos no varejo traz melhorias aos controles nos processos logísticos, além de dar agilidade nas operações relacionadas ao hortifrúti.

A PariPassu em parceria com esta rede de varejo implementou e validou a utilização do CLICQ, aplicativo para coleta de dados e emissão de relatórios em tempo real, utilizando equipamentos como tablets e smartphones, através da leitura do padrão GS1-128 e eliminando todos os registros em papel.

Antes deste projeto as inspeções de qualidade eram realizadas com o preenchimento manual dos questionários impressos e o registro de fotos através de máquina fotográfica. Os inspetores elaboravam os relatórios compilando todas essas informações manualmente e criando um relatório em formato pdf. O tempo médio para realização de todo esse procedimento, entre o recebimento da carga e emissão do laudo, era de 2 horas e 40 minutos.

Padrão GS1 de identificação para FLV

Com a automação gerada, a realização desse processo reduziu-se para 40 minutos, uma redução de 75% do tempo despendido para inspeções. Essa otimização de tempo refletiu em redução custos com mão-de-obra de aproximadamente R$ 130 mil mensais considerando as 5 unidades logísticas do grupo. Descontando os valores investidos em hardware e software, a operação com etiquetas GS1-128 e CLICQ gera por ano uma economia de mais R$ 1,4 milhão.

Esse case recebeu o XX Prêmio de Automação da GS1 Brasil, que reconhece a criatividade e esforço das empresa brasileiras que promovem a padronização e automação para otimizar a gestão do seu negócio. Em nossa newsletter divulgamos casos semelhantes ao citado acima.

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É possível observar características comuns entre redes de varejo de alto desempenho, como a automação de processos, a identificação clara dos produtos em estoque e a comunicação sem falhas entre os elos de fornecimento.

Quando não existem registros em tempo real e não há a adoção do padrão GS1 de identificação para FLV, o dia-a-dia de um supermercadista pode ser trabalhoso e ineficiente, além de estar exposto à riscos pela falta de confiabilidade nas informações de registro.

Aqui na PariPassu estamos constantemente compartilhando no as principais tendências para o setor de FLV em supermercados. Siga nossa página no LinkedIn e acompanhe os conteúdos produzidos pelos nossos especialistas.

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