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Devemos criar nossa História de Sucesso para 2017

O início de um novo ano sempre representa um período de reflexão associado a uma expectativa de melhorias, algo mais organizado e estruturado. Este novo ano em especial, principalmente por conta da nossa economia.

Fizemos um breve levantamento para analisar os pontos mais impactantes do último ano para a cadeia produtiva de alimentos, assim como as expectativas para 2017, organizando informações de fontes públicas disponíveis e confiáveis para compartilhar com nossos clientes e parceiros.

A expectativa para os próximos anos, em especial 2017, é melhor, mais otimista. Os negócios da Agricultura, mantém-se no topo da lista em importância, vocação e resultado para o Brasil.

Eficiência é um caminho definitivamente sem volta. O Agronegócio é POP!

O PIB brasileiro em 2016 teve queda acima dos 3% e o PIB do Agronegócio finalizará o ano entre 2% a 3% de crescimento. Até agosto, o indicador apresentou variação de 3,4% em 2016, com destaque para o segmento da produção primária, que apresentou crescimento de 4,95%, seguido por serviços, que cresceu 3,30%, insumos 2,98% e a agroindústria 2,15%.

A representatividade do PIB do Agronegócio em relação ao PIB Brasileiro em 2015 e 2016, respectivamente, foi de 21,50% e 23%.
Em relação as exportações, o Setor Agro representa 40% do volume total e o valor bruto da produção agropecuária é de R$ 524 bi. (Fonte: Climatempo)

Apesar do conjunto macro dos indicadores Agro serem muito positivos, determinadas culturas tiveram problema no volume produtivo, quando comparados os anos de 2015 e 2016: uva (32,4%), feijão (27,1%), milho (21,2%), algodão (17,6%), arroz (14,8%), tomate (6,8%), laranja (4,8%) e soja (0,8%). A redução da oferta em determinados produtos, por exemplo laranja, impactou positivamente na reposição do preço de comercialização, oxigenando o produtor após uma sequência de preços muito baixos.

Outro ponto importante foram as flutuações do dólar que elevaram os preços dos insumos indexados pela moeda americana e, em média, para o setor de hortaliças, aumentou em 20% o custo de produção.

A desaceleração do segmento não alimentar, associado a uma demanda crescente de valor percebido para os alimentos perecíveis, em especial frutas, legumes e verduras (FLV) expôs ao varejo o alto valor da categoria e sua contribuição em margem.

A variável clima vem ano após ano aumentando seu impacto nos resultados da agricultura, exigindo em alguns casos a adoção de novas tecnologias. A inconstância das épocas climáticas e sua manutenção de históricos obrigou toda a cadeia de suprimento a melhorar sua programação de compra e venda.

E mais, as variáveis econômica e climática, juntas e incontroláveis, contribuíram para aflorar a sensibilidade entre os agentes da cadeia para uma agenda de diálogo, que em 2016, evoluiu alguns passos.

Harmonização de protocolos, aproximação pública e privado, ações conjugadas entre setores complementares são alguns exemplos de esboços de ação para otimizar resultados.

Para 2017, a projeção do PIB Brasileiro é de 1,1% de crescimento enquanto no agronegócio o crescimento estimado é de 2%. Em documento divulgado pela XP Investimentos, referente a expectativa de recuperação do mercado, as empresas de porte grande e médio, em sua maioria, responderam que pretendem recuperar margem adotando a redução de custos. A manobra de recuperação de margem através do repasse de preço ainda não é uma ação passível de ser executada. Neste ponto, tem-se a vantagem que a pressão para a inflação será menor, mantendo preços mais estáveis.

No setor de FLV essa recuperação de margem se traduz no investimento em gestão e controle de qualidade, com o objetivo de aumentar a eficiência dos processos e reduzir o custo, mantendo o preço atrativo para o consumidor final.

Neste mesmo estudo, praticamente 1/3 dos respondentes confirmou que a expectativa de recuperação para o negócio ocorrerá a partir do 2o trimestre de 2017.

Especificamente para a operação de produção e distribuição, os desafios são conhecidos e permanecem ainda os mesmos e, somente com um engajamento coordenado é que poderão evoluir para soluções efetivas. Por exemplo, cadeia de frio, capacitação da mão de obra e processos pós colheita efetivos.

Em artigo escrito por Ed W. Siatti “What are the differences between the American & Brazilian Farmers”, o autor explora diversos pontos, mas acaba por concluir semelhanças entre os países. Um aspecto em particular é muito diferente: o sentimento de comunidade praticamente não existe no modelo produtivo brasileiro. Produtores se veem como competidores diretos onde o sucesso de um depende do insucesso do outro. Teremos que experimentar novos ambientes e arranjos até conseguirmos criar consciência neste modelo de convivência colaborativa.

Expectativa para o setor de FLV

A expectativa é de que o setor de FLV aumente o investimento e adoção de tecnologia melhorando o desempenho do segmento. Por exemplo, manejos integrados, monitoramento de pragas e o uso de produtos biológicos associados aos produtos químicos seja mais frequente nas práticas agrícolas. Além disto, o assunto certificação ganhou corpo em 2016 e a quantidade de empresas interessadas, cresceu. Praticamente todas as empresas fornecedoras de marcas próprias para o mercado varejista terão que adotar uma certificação de cadeia primária ou indústria.

Ainda neste sentido, a pressão pelo assunto Segurança do Alimento mantém-se forte. Apesar do recente relatório da ANVISA alterando a forma de apresentação dos resultados das análises de resíduos para uma ótica otimista, a área técnica mantém-se crítica sobre as práticas a campo, sabendo das oportunidades de melhoria nos manejos químicos, seja por uma questão de saúde, mas também por resultados econômicos melhores. Erro no manejo químico custa caro “quali” e quantitativamente.

Por fim, porém longe de ser menos importante…

NÓS temos que trabalhar para contarmos nossa história de sucesso.

Estamos preparando a base dos processos para compartilhar com o consumidor o quanto é maravilhoso o ciclo de vida um alimento! Sem exceção, todos para quem explicamos a cultura da banana, do abacate, da uva, alface, da abobrinha ficam impressionados e engajados em entender a história que há por trás de um alimento.

Há uma história por trás de cada pessoa. E há uma história por trás de cada alimento.

Para você que chegou ao final desse texto e compartilha do mesmo propósito em que acreditamos, muito obrigado pela persistência e em 2017 continue contando com toda a equipe da PariPassu.

Para saber mais sobre Rastreabilidade e Gestão da Qualidade dos Alimentos, conheça os nossos conteúdos, escritos com dedicação pelos nossos especialistas.

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Lembre-se: comente esse post e conte a sua experiência!

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