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Seja bem vindo a PariNews! Aqui traremos semanalmente as principais notícias e acontecimentos do mundo da cadeia de alimentos. Fique por dentro das últimas novidades, curiosidades e tendências de mercado. 

A produção rentável do Inhame

Uma cidade do interior do Espírito Santo vem chamando atenção por uma peculiaridade, o sucesso no cultivo de inhame. O inhame de São Bento, como foi batizado, vem trazendo bons frutos para a cidade economicamente e até culturalmente.

A atividade é um importante gerador de emprego para as famílias locais. O início da colheita é marcado, anualmente, com a festa do Inhame. e já se tem até uma festa do Inhame anualmente, onde é comemorado o início da colheita. O tubérculo tem diversos pontos a seu favor: além de ser altamente nutritivo, já cultivado desde a antiguidade, tem alto valor energético com vitaminas e sais minerais. 

Mas, como nem tudo são flores, o principal obstáculo é o baixo nível tecnológico. A maior parte dos produtores realiza a reprodução da raiz no próprio campo, a partir de partes do rizoma que não vão para a comercialização, fator que diminui muito a capacidade produtiva. Além disso, a comercialização é feita majoritariamente por meio de atravessadores, o que dificulta o acesso ao varejo de luxo e a grandes redes de supermercados.

 

Caatinga: com biodiversidade peculiar, a região traz oportunidades únicas para produtos e alimentos diferenciados

Totalizando 70% da região Nordeste e 10% do território nacional, a Caatinga vem chamando atenção pela sua oportunidade de produção única. Isso se dá porque o bioma é específico do Brasil tendo fauna e flora diferenciadas.

Cadeias de valor são sistemas produtivos que utilizam de forma sustentável recursos da sócio biodiversidade e contribuem com a conservação ambiental, o desenvolvimento econômico e a redução de desigualdades.

O estímulo dessa produção inserindo os agricultores locais é muito importante para a sócio biodiversidade da região representando grande oportunidade para o desenvolvimento econômico local, a partir de ações que integrem produção sustentável e geração de renda, aliando conservação da biodiversidade e empoderamento social das populações extrativistas e dos agricultores familiares.

Os principais alimentos obtidos nessa região, muito importantes para a alimentação e economia local são o umbu,o licuri, o caju, a mangaba, o mandacaru, o maracujá-da-caatinga, o mel extraído de vários tipos de abelhas nativas, entre outros.

 

1 ano de pandemia no Brasil e o mercado de Hortifrúti

Após um ano de pandemia vários reflexos foram sentidos na cadeia de alimentos. Muitos produtores e agricultores tiveram que se adaptar às novas formas de mercado. Varejos locais e de menor porte entraram em evidência, já que a população passou a dar mais importância à locais que trazem sensação de mais segurança, devido ao menor fluxo de pessoas.

Os hábitos da população mudaram muito nos últimos meses. Para se proteger do vírus, muitas pessoas mudaram o seu comportamento com a alimentação, buscando ter uma vida mais saudável para aumentar a imunidade. Com isso, o consumo de produtos ligados ao hortifrúti aumentou de forma significativa. Por conta do distanciamento social, as pessoas passaram a preparar suas próprias comidas em casa aumentando as solicitações de serviços de compra online.

Em contraponto, as limitações do distanciamento afetaram importantes canais de escoamento, como food service, hotéis, escolas e feiras. Assim, as cadeias de comercialização com maior número de intermediários entre o produtor e o varejo acabaram sendo prejudicadas pelas restrições. 


Vegetais comercializados no Brasil são seguros para consumo de acordo com pesquisa feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal) mostrou que 92% das amostras analisadas estão dentro do nível de conformidade. São analisadas amostras de produtos nacionais e importados. 

“Os números mostram que os resultados encontrados no Brasil estão plenamente de acordo com os parâmetros internacionais. Então, os produtos brasileiros são seguros, inclusive internacionalmente”, diz o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.

Após os resultados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento investiga todas as não conformidades identificadas com o objetivo de proporcionar a orientação quanto aos resíduos presentes e visando a garantia de conformidade e qualidade nos produtos colocados para consumo da sociedade. 

O Mapa utiliza em seus métodos de controle e fiscalização a Instrução Normativa Conjunta nº 02 de 2018 (INC 02/2018), que estabelece a obrigatoriedade de rastreabilidade por todos os entes da cadeia de produção e comercialização de produtos de origem vegetal. A garantia da rastreabilidade permite visualizar toda cadeia produtiva e atuação no caso de necessidade de investigação.

 

 

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