A tecnologia blockchain aplicada para a rastreabilidade de alimentos

Se preferir, você pode ouvir este post para aprender tudo sobre como funciona a tecnologia blockchain aplicada a rastreabilidade de alimentos. Basta clicar no player abaixo!

A segurança da informação é fundamental para qualquer empresa e não deve se limitar a somente como as pessoas as usam, mas também como elas as produzem.

Utilizar tecnologias para ganhar produtividade em processos operacionais e agilidade possibilita ter maior clareza sobre a segurança da informação e, principalmente, a segurança de alimentos.

Contemplando o universo da segurança da informação, uma solução muito comentada ao redor do mundo é a blockchain que certamente você já leu ou ouviu falar por conta das criptomoedas.

Essa tecnologia basicamente tem a mesma habilidade da rastreabilidade – registrara  origem e destino de um produto, passando por todos os elos da cadeia de suprimentos, desde a fase de produção até o consumidor final – só que de uma forma inalterável.

Continue lendo este post para entender como esta tecnologia que está sendo tão comentada no mercado pode ser aplicada para a rastreabilidade de alimentos.

O que é blockchain?

O termo em inglês blockchain significa cadeia de blocos. Essa tecnologia é usada como método de validação de registros e transações.

E, diferente de outras tecnologias, as informações contidas neste documento, gerado por uma blockchain, são invioláveis e compartilhadas com todos os participantes que as utilizam.

Portanto, todas as ações realizadas na blockchain são gravadas de forma permanente, sem possibilidade de alteração. Dessa forma, um dado não pode ser alterado sem que se tenha um registro dessa alteração.

Neste formato a validação das transações do histórico de um produto torna-se altamente transparente e confiável para as partes envolvidas, por exemplo, na cadeia de suprimentos são os produtores, indústrias, distribuidores, varejistas e consumidor final.

Quais mercados podem aderir à tecnologia blockchain?

A tecnologia blockchain pode ser adotada por qualquer segmento que utiliza plataformas digitais para transações de informação.

Sua usabilidade vai muito além de sistemas de pagamentos e outros serviços financeiros. Essa tecnologia já é utilizada pela indústria de vinhos italianos através de um aplicativo desenvolvido pela DNV-GL, o My Story.

A tecnologia blockchain consegue atender outros mercados:

Falando em alimentos, segundo o portal Bit Magazine o Carrefour já usa blockchain aplicada à rastreabilidade de alimentos.

Foi lançada primeira na linha de frangos Carrefour Quality Line Auvergne de gama livre e será lançada para mais oito linhas de produtos animais e vegetais, como ovos, queijos, leite, laranjas, tomates, salmão e bife de carne moída.

Rastreabilidade de alimentos e blockchain

Como bem sabemos a rastreabilidade é a habilidade de compartilhar a história de um alimento, passando por todos os estágios da cadeia de produção – desde o plantio até chegar ao consumidor final  – e é uma realidade do mercado com implementação por diversos segmentos.

A proposta de um sistema de rastreabilidade operando com a tecnologia blockchain é permitir que participantes da cadeia de suprimentos possam inserir informações na rede de maneira identificada e abertamente auditável, gerando confiança adicional ao processo de rastreabilidade.

Seguindo a linha de pensamento, da auditabilidade da informação para um alimento seguro, a blockchain aplicada à rastreabilidade é excelente para todos os elos da cadeia produtiva e, principalmente, para o consumidor que está mais ativo na busca de informações sobre a origem dos alimentos que consome.


Desafios para a implementação

Por se tratar de uma tecnologia nova no mercado, cujas aplicabilidades para além das criptomoedas ainda estão sendo validadas, a implementação de uma solução baseada em tecnologia Blockchain pode esbarrar em obstáculos imprevistos para as empresas que optarem por sua adesão.

A seguir elencamos alguns desafios para a implementação de uma blockchain.

  • Entender como a blockchain funciona na prática;
  • Dificuldade para a adoção de todos os geradores de informação da cadeia produtiva;
  • Ter uma rede em nuvem somente para esta tecnologia;
  • Maior complexidade na troca de informação, especialmente na cadeia produtiva de alimentos perecíveis por conta do shelf life;
  • Dificuldade na busca de equipamentos que facilitem a identificação automática de um produto, como por exemplo, o RFID;
  • Demora no tempo de resposta e validação das partes envolvidas.

A PariPassu está fazendo

A PariPassu, em 2007, lançou a primeira versão do Sistema Rastreador, uma tecnologia capaz  de registrar a origem, caminho percorrido e destino de um produto.

Hoje, a solução é referência em rastreabilidade e recall de alimentos e pode ser utilizada por todos os elos da cadeia de suprimentos. Por meio do Sistema Rastreador todos os participantes da cadeia produtiva podem consultar a origem, destino e trajetória de um alimento.

Também desenvolvido pela PariPassu, o Conecta é um aplicativo simples e gratuito permitindo que o consumidor consulte informações sobre o alimento que consome.

Através da leitura do código de rastreabilidade ou QR Code (presente na etiqueta de gôndola ou na embalagem do produto), o consumidor pode conhecer a origem e todo o caminho percorrido pelo alimento.

Tela do app Conecta PariPassu – Cód. de rastreabilidade banana prata e mapa do cominho percorrido pela fruta.

Além disso, também pode consultar informações acerca da produção, inclusive com fotos, vídeos, certificados e o melhor: fazer avaliações e comentários sobre a qualidade do produto. Este feedback é enviado automaticamente para o produtor, resultando na aproximação do campo à mesa.

Há alguns meses, a PariPassu estuda uma gama de possibilidades para viabilizar a integração de uma blockchain ao Sistema Rastreador.

“Estamos em fase de homologação de uma plataforma que possibilite integrar os dados da nossa cadeia via blockchain. Desta forma, possibilitaremos aos nossos parceiros a adesão à blockchain, se assim desejarem”, contou Leonardo Bres dos Santos, Gerente de Tecnologia da Informação da PariPassu..

No Sistema Rastreador, assim como todas as soluções da PariPassu, já existe uma solução que possibilita a auditoria de toda ação de inserção, remoção e modificação dos dados, seja feita pelos clientes ou internamente, assim como quem a realizou, garantindo a segurança da informação.

Neste sentido, o que diferencia uma blockchain da solução atual, é que na blockchain, a auditoria é parte inerente do dado ao passo que na solução atual, é feita à parte

A eficiência operacional também é uma preocupação da PariPassu, por isso, o Sistema Rastreador pode ser integrado com outros sistemas utilizados pelos clientes, por exemplo ERP e plataformas de gestão contábil e financeira, evitando o retrabalho e garantindo a velocidade das operações.

 

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