Curva ABC e Matriz BCG: 2 técnicas para classificar seus produtos

POR PariPassu

Curva ABC e Matriz BCG são duas ferramentas muito importantes para avaliação e classificação de produtos estocados de acordo com a sua importância.

E dentro de uma empresa, há uma diversidade de insumos que são essenciais para seu funcionamento, desde materiais de higiene, itens de papelaria (como caneta, papéis e lápis), dispositivos eletrônicos (computadores e telefones celulares) e, principalmente, as matérias primas fundamentais para a fabricação do produto acabado.

Quando se está recebendo algum destes insumos com qualidade fora do padrão esperado, é hora de fazer uma análise da necessidade de seguir adquirindo-o de determinado fornecedor, para isso, fazer a gestão de seus fornecedores é uma tarefa importante.

Porém, mais que uma gestão de fornecedores, é preciso ter clareza sobre quais destes produtos representam parte importante para seu negócio e, feito isso, saber sobre quais deles devemos atuar estrategicamente. Como isto nem sempre é uma tarefa fácil, vamos simplificá-la falando sobre duas ferramentas que te ajudam neste processo.

 Matriz BCG

Esta matriz, elaborada nos anos 60 por Bruce Henderson,  se aplica à empresas de grande e pequeno porte e pode ser utilizada relacionando a geração de lucro do produto acabado – aquele que é entregue ao consumidor final – à necessidade de investimento para execução do produto, conforme a tabela abaixo:

matriz BCG

Dentro desta tabela, você pode classificar os produtos da seguinte forma:

  • Vaca leiteira: produtos que geram altos lucros e que não empregam investimentos altos.
  • Estrela: são aqueles produtos que geram lucros altos e que também precisam de grandes investimentos para sua fabricação.
  • Ponto de interrogação: produtos que ainda não geram lucros altos mas parecem ter grande capacidade para geração de lucros e demandam altos investimentos.
  • Abacaxi: são aqueles com baixa representatividade no mercado, ou seja, contribuem pouco para os resultados.

Analisando estas classificações, podemos perceber que aos produtos classificados como “abacaxis” não cabe tanto investimento, uma vez eles não tem grande relevância sobre os lucros da empresa.

Já os produtos do tipo “vaca leiteira” merecem atenção, pois são base de negócio e têm reconhecimento de mercado. E os produtos classificados como “estrela” merecem esforço porque geram receita, apresentam potencialidade alta de crescimento e mercado, mesmo exigindo grandes investimentos.

Curva ABC

A curva de experiência ABC, ou Curva ABC, também chamada de análise de Pareto ou regra 80/20, foi criada por Vilfredo Pareto e possibilita a classificação dos produtos relacionando-os, através de metodologias de cálculo, à participação deles dentro do faturamento do negócio. A Curva ABC classifica os produtos em três tipos:

  • Produtos A; representam até 80% do seu faturamento
  • Produtos B: responsáveis por até 15% do seu faturamento
  • Produtos C: correspondem por até 5% do faturamento

Curva ABC

Em uma solução que permita oferecer informações, podemos inserir o valor unitário de cada produto, a quantidade comercializada e o percentual que cada um destes produtos representa em relação ao faturamento total. Fazendo um cálculo simples com estas informações, você consegue obter uma curva conforme o seguinte modelo:

Analisando a curva, podemos ver que os quatro primeiros produtos representam os produtos A, uma vez que seu percentual acumulado representa 80% em relação ao faturamento total. Já os produtos Vestido Infantil B2 e Camiseta Masc. AJ4 enquadram-se entre os produtos B e os demais produtos, enquadram-se como produtos C,  com percentual de faturamento acumulado correspondendo à 5% do total.

Com estas informações é possível perceber que os produtos A são dignos de maior investimento em melhorias na qualidade, por exemplo, uma vez que representam maior interesse para o consumidor final.

Uma empresa que olha com atenção para indicadores de qualidade, seus fornecedores, seus processos e registros de qualidade, não conformidades e planos de ação tem maior clareza sobre onde estão as oportunidades de melhoria em seu produto final. Unir estas informações às ferramentas, que possibilitam conhecer quais são as matérias primas e produtos estratégicos, para é o que vai dar clareza e segurança para concentrar esforços no que realmente importa para o crescimento da sua empresa.

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